Acordei cedo no dia seguinte, porque fui pegar carona até o metro com a mulher do meu irmão - economia de R$3,00 do ônibus. Para o primeiro dia, andando em São Paulo, a carona foi um bom negócio, já que eu ainda não tinha aprendido como ir para onde eu queria e como voltar. Meu irmão me levou para a Santa Efigênia (minha irmã queria comprar uma câmera lá), e foi tentando explicar durante o caminho como andar por lá. Depois que a minha irmã escolheu a câmera e comprou, nós resolvemos ir ao Mercado Municipal.
Percebi que as pessoas que moram lá, chamam o lugar apenas de Mercadão, mas muitos nunca nem foram lá comer o tão famoso sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau. Depois de parar várias vezes no caminho para perguntar aos policiais como chegava no local, um homem aparece falando que estava indo para lá e que nós poderíamos seguir ele até o caminho.
Achei ele muito gentil, então eu resolvi confiar e comecei a segui-lo. Porém, durante o caminho, um monte de pensamentos vieram a minha cabeça e eu comecei a ficar alerta, olhando para os lados e vendo se tinha algum policial por perto. Mas, por sorte, ele foi até certo ponto e nos explicou que ali era só seguir em frente que nós chegaríamos no mercadão.
Chegamos lá morrendo de sede e demos de cara com uma mulher vendendo água de coco - compramos lógico. Ainda era cedo para poder almoçar, mas como não tinha nada para fazer, escolhemos um dos bares que tinha sanduíche de mortadela e sentamos para conversar e beber (eu bebi coca-cola e a minha irmã quis um chopp, e quando eu fui comprar o que aconteceu? Perguntaram se eu era maior de idade).
Eu, como uma pessoa muito ansiosa, resolvi pedir logo o sanduíche de mortadela. Achei ele grande, então deu para nós dividirmos e ainda nem consegui comer tudo. Gostei, mas como esperado, muito gorduroso. O pastel, infelizmente, não deu para eu experimentar. Além dos bares, no andar debaixo, tem feiras que vendem frutas, lindas diga-se de passagem. O morango era tão grande e parecia tão saboroso que eu não puder evitar a empolgação (minha irmã falou para eu parar de dar uma de turista, porque todo mundo ia querer vender coisas para mim). Outra coisa que me encantou foram os vitrais coloridos e com imagens.
Assim, saímos do mercadão e fomos andar um pouco na 25 de Março. Queimar as calorias e gastar um pouquinho de dinheiro, faz bem. Como a maioria das coisas é barata, a vontade que a gente tem é de ir comprando tudo o que vê pela frente, mas nós não fizemos isso. Tínhamos que voltar logo para a casa do meu irmão, já que optamos voltar mais cedo e não pegar horário de pico no metro.
Então lá fomos nós, perguntar de novo como íamos para a praça da Sé, pegar a linha vermelha, chegar até a estação Artur Alvim e pegar um ônibus para a casa dele (fiquei cansada só de lembrar). Quando chegamos a casa, fomos escolher a roupa que iríamos vestir para ir na balada com a minha outra irmã (que também mora lá). Pegamos a roupa e fomos de novo, pegar ônibus, metro e chegar no shopping Santa Cruz para ela buscar a gente lá.
Finalmente tivemos tempo para descansar até a hora de ir para a balada. No total fomos em sete pessoas e conseguimos entrar de graça na boate. Achei o ambiente moderno, confortável e bonito (as pessoas também). Tinham dois ambientes de música eletrônica, bar, sofás para sentar e um ambiente aberto em cima para quem quisesse ir fumar (essa parte eu não gostei não, cheiro de cigarro e muita fumaça na cara não é comigo).
A balada ia até 12h, mas como a minha irmã tinha que ir trabalhar cedo, saímos de lá era 5h da manhã (o planejado era sair às 2h). Tirando uma companhia de um homem que não foi muito agradável (aquele tipo de pessoa que fica tentando ser engraçada toda hora, e acaba forçando demais a barra e te tira do sério), tudo foi ótimo.
E então fomos dormir, dessa vez na casa da minha irmã. Sorte que conseguimos carona de carro, porque pega metro essa hora não dá.
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