quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014


                           

                               Acho que sou um poço de depressão, camuflado por um sorriso.
                                                   Que o meu quarto se faça o meu útero.
                                                  E que ninguém mais possa ocupá-lo hoje, 
                                                                     Apenas eu,
                                                                           Só.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Saga mãe e filha




         Saga mãe e filha, a partir dos olhos da filha....com possíveis interpretações errôneas:

  -Acho que eu estou vivendo mais o papel de psicóloga do que de filha e de irmã.
 -Filha, a gente espera de você um acolhimento. Enquanto o mundo está desmoronando lá fora, enquanto sua irmã está triste, enquanto eu estou brigada com seu padrasto, você está lá no seu quarto. Seu quarto é uma fortaleça...podemos entrar e nos sentir seguros. Posso estar lá e sentir paz. Eu e sua irmã te vemos como a pessoa mais bem resolvida da família, queríamos ser igual a você.
 -Não sei se eu sempre fui assim, de querer acolher o outro e estar ali para o sofrimento...ou se eu me tornei assim depois que fiz Psicologia.
 -Eu acredito que você sempre teve isso em você, ai você procurou um curso que reforçasse esse seu jeito de ser e a Psicologia acabou intensificando ainda mais. 
 -Eu não sei mais como é ser filha, eu não sei mais como fazer isso. Sinto falta do contato físico com você.
 -Ser filha é o que você fez hoje...me pediu um abraço e um beijo.
  
          No dia seguinte:

   -Filha, vamos bater papo de novo? Eu gostei muito de ontem.
   -Vamos sim mãe, eu também gostei.

     E foi nesse momento...em que eu me senti a filha mais viva que poderia existir.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

 


   Está ai uma cena que eu acho linda de ver:

    Crianças brincando e correndo, fazendo bagunça, com risadas...e no fundo, aquela voz de adulto gritando: "Cuidado para não machucar".
   Ahhh a infância!!!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Música

 


   Um dia me perguntaram: Por que você tem vergonha de compartilhar as músicas que você escuta?
  E hoje eu cheguei a uma conclusão: música é tão íntimo para mim, conseguem captar sensações tão profundas, que mesmo compartilhando, ninguém vai conseguir entender. Mas, ao mesmo tempo, eu adoro que compartilhem músicas comigo. 
  Querer que o outro se abra comigo? Entrar no mundo do outro, desvendar seus segredos, suas dores, sua fragilidade, colecionar histórias e sensações e guardar todas só pra mim. É quando eu percebo o meu egoísmo a flor da pele.
    Às vezes, sinto uma vontade de sugar toda a energia das pessoas, suas vivências, experiências...sou uma gulosa, voraz, vivendo e revivendo a fase oral, simples assim.