quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Violette - o Filme

     

    A muito tempo que eu não escrevo uma linha se quer aqui..apesar de todos os dias pensar em quão gratificante seria escrever algo. Então, resolvi aparecer para falar de um filme que eu acabei de assistir, se chama Violette.
   O filme conta a história de uma escritora francesa que conhece diversos escritores renomados na época, dentre eles a famosa Simone de Beauvoir. Violette teve uma vida sofrida em meio a pobreza, solidão e rejeição e Simone a incentiva a colocar tudo o que ela viveu e sentiu no papel.
    Durante a narrativa, você vive junto com a personagem principal seus amores platônicos, sua solidão, suas obsessões e a forma como ela lida com tudo que acontece ao seu redor. 
      Em meio a tanto sofrimento, Violette consegue fazer bons amigos e resignificar sua vida através do que Freud dizia ser a sublimação. Ou seja, pegar tudo o que você viveu e sentiu e dar um outro sentido a tudo criando algo de cunho intelectual (no caso, os livros que ela escrevia).
     Ao terminar de ver o filme, que tem como duração 2h12m, eu me senti contemplada com a profundidade que conseguiram dar aos sentimentos dos seres humanos, fiquei com vontade de também publicar livros e, ainda, com vontade de ler todos os livros de Simone e Violette.
     

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Hoje eu acordei feliz porque é sexta-feira. Mas, lógico, algo deveria acontecer! Tinha que acontecer, pois é típico da vida deixar tudo de cabeça para baixo quando você menos espera. E, assim, chegaram algumas palavras a mim ("acho que vou embora de Brasília") que me fizeram imaginar mundos, vidas, universos diferentes e cá estou eu, no mesmo lugar fisicamente falando, mas minha cabeça já viveu 100 anos para frente. Já imaginei como seria minha vida a partir desse momento sem ele, com ele, com outros, com outras. Já fui pobre e rica, já fui bebê, adulta e velha! Já vive em Brasília e em todos outros lugares do Planeta. E tudo isso em questão de segundos. E em nenhum momento pensei em contar isso para ele, não quero contar isso pra ele. Eu preciso?

terça-feira, 8 de julho de 2014

  
  "-Na Noite dos Tempos, quando fomos separados, uma das partes ficou encarregada de manter o conhecimento: o homem. Ele passou a compreender a agricultura, a natureza e os movimentos dos astros do céu. O conhecimento sempre foi o poder que manteve o Universo no seu lugar e as estrelas girando em suas órbitas. Esta foi a glória do homem: manter o conhecimento. E isso fez com que a raça inteira sobrevivesse.
    A nós, as mulheres, foi entregue algo muito mais sutil, muito mais frágil, mas sem o qual todo o conhecimento não faz qualquer sentido: a transformação. Os homens deixaram o solo fértil, nós semeávamos, e este solo se transformava em árvores e plantas.
     O solo precisa da semente, e a semente precisa do solo. Um só tem sentindo om o outro. O mesmo se passa com os seres humanos. Quando o conhecimento masculino se une com a transformação feminina, está criada a grande união mágica, que se chama Sabedoria.
      Sabedoria é conhecer e transformar".

       Trecho do livro: Brida de Paulo Coelho.

sábado, 5 de julho de 2014

Sentir

       Me pego sentada na cama, olhando para o teto, tentando me explicar o que eu estou sentindo. Mando minha cabeça parar de trabalhar e deixar apenas o coração tomar conta.
      Eu tenho certeza que o mundo vai ficar ainda mais vivo quando eu deixar a intensidade das emoções me invadirem.
     Sinto o Universo, o lado espiritual da vida, o invisível, bem aqui do meu lado. As lágrimas enchem meus olhos sem uma razão, apenas escorrem para mostrar que o que importa é vivido e não explicado.
      E isso tudo aconteceu porque ela me permitiu, ela abriu esse espaço pronunciando apenas algumas palavras: pare de pensar e sinta!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Momento de volta ao passado




Como ele me alimentava:

Com elogios, aumentando meu ego, falando que era bonita até com espinhas. Falava que eu era linda, gostosa, e que eu era a melhor namorada do mundo. Eu amava o fato de que ele sempre querer me dar tudo, me mimar. Adorava a forma como ele me olhava, aquele olhar de apaixonado, depois aquele olhar de desejo incontrolável, de querer me ter todinha pra ele. 
 Ele me alimentava, falando que me amava, me abraçando, acariciando, me fazendo gozar mesmo depois que ele já ter gozado. Eu adorava o fato de que ele se excitar apenas com um beijo meu. Ele me alimentava escutando tudo o que eu falava, em silêncio, refletindo. Ele amava escutar tudo o que eu tinha a dizer.
Me alimentava com a voracidade que ele tem de querer sempre me sentir mais, me sentir com o corpo, com a mente, com as minhas palavras, com o que eu escrevo...ele sempre queria ler tudo que eu escrevia, mesmo se fossem palavras rabiscadas em um papel de forma aleatória.
Ele me alimentava contando como é a realidade da vida masculina, como ele era quando estava solteiro, como ele e seus amigos seduziam as mulheres. Ele me mostra esse universo e mundo que eu tenho tanta sede de saber como que é.
Ele me deixava ficar quieta, ele não me forçava a fazer sexo quando eu não queria, ele deixava eu dormir no ombro dele e na barriga dele. Ele assistia qualquer filme que eu quisesse, ele quase não reclamava dos programas que eu escolhia fazer. 
Ele gostava de ficar atoa, morgando. E eu amo isso, amava estar com ele, ficar encostada nele, sentada na grama, olhando o lago e discutindo questões existenciais. Ele não ficava bravo quando eu ficava toda hora cobrando o que ele sempre esquecia de fazer e mesmo com pouco dinheiro, ele tentava pagar os nossos passeios.
 Ele me alimentava querendo ter um relacionamento sério e duradouro comigo, fantasiando e sonhando com casamento e filhos. Até os papeis a gente já havia estipulado, o que cada um ia fazer na educação dos filhos, a forma como íamos agir. Até brincamos, falando que nós filhos ião nos chamar de pais bobos.
Eu não tenho porque me culpar e me condenar por, as vezes, sentir saudades, mesmo tendo sido eu a corajosa de mostrar que já não dava mais certo.

segunda-feira, 2 de junho de 2014


              Hoje eu estava observando as pessoas malhando na academia e pensei: porque não posso ter uma vida normal? Porque eu tive que ir mais para esse lado psicológico e filosófico da vida? Estou em constante contato com tantos questionamentos...eu só queria viver a vida e não pensar, apenas viver. Viver assim no impulso, só seguir adiante sem ter de parar a cada segundo para pensar o que devo fazer, como fazer, o que devo falar, como falar, quem não devo magoar, quem eu devo agradar, que horas eu tenho que fazer determinadas coisas e que horas eu não devo fazer.
              Quer saber mundo...eu só quero dizer uma coisa pra você: Vai a merda!! Cansei.
             

quarta-feira, 21 de maio de 2014

    

    "Tinha uma história sobre o Céu e o Inferno, que antigamente os pais passavam para os filhos, mas que hoje está esquecida. Um homem, seu cavalo e seu cão caminhavam por uma estrada. Ao passarem perto de uma árvore gigantesca, um raio caiu, e todos morreram fulminados. O homem, porém, não percebeu que já havia deixado este mundo e continuou caminhando com seus dois animais. Às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição.
     A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte, eles estavam suados e com muita sede. Numa curva do caminho, avistaram um portão magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro em cujo centro havia uma fonte da qual jorrava água cristalina. O caminhante dirigiu-se ao homem que guardava a entrada.
     - Bom dia.
     - Bom dia - respondeu o guarda.
     - Que lugar é este, tão lindo?
     - Aqui é o Céu.
     - Que bom que nós chegamos ao Céu, estamos com muita sede.
     - O senhor pode entrar e beber água à vontade - disse o guarda e então indicou a fonte.
     - Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
     - Lamento muito - disse o guarda. - Aqui não é permitida a entrada de animais.
     O homem ficou muito desapontado porque a sede era grande, mas ele não beberia sozinho; agradeceu ao guarda e continuou adiante. Depois de muito caminharem morro acima, mais exaustos, chegaram a um sítio cuja entrada era marcada por uma porteira velha que se abria para um caminho de terra, ladeado de árvores. À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, a cabeça coberta com um chapéu, possivelmente dormindo.
      - Bom dia - disse o caminhante.
       O homem acenou com a cabeça.
      - Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro.
      - Há uma fonte naquelas pedras - disse o homem, indicando o lugar. - Podem beber à vontade.
       O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.
       O caminhante voltou para agradecer.
      - Voltem quando quiserem - respondeu o homem.
      - Por sinal, como se chama este lugar?
      - Céu.
      - Céu? Mas o guarda do portão de mármore disse que lá era o céu!
      - Aquilo não é o Céu, aquilo é o Inferno.
        O caminhante ficou perplexo.
    - Vocês deviam proibir que eles usem o nome de vocês! Essa informação falsa deve causar grandes confusões!
     - De forma alguma; na verdade, eles nos fazem um grande favor. Lá ficam todos aqueles que são capazes de abandonar sues melhores amigos..."

segunda-feira, 5 de maio de 2014

                


                “Vou lhe contar uma história – disse Zedka:
               Um poderoso feiticeiro, querendo destruir um reino, colocou uma poção mágica no poço onde todos os habitantes bebiam. Quem tomasse aquela água ficaria louco.
               Na manhã seguinte, a população inteira bebeu e todos enlouqueceram, menos o rei, que tinha um poço só para si e sua família, onde o feiticeiro não conseguira entrar. Preocupado, ele tentou controlar a população, baixando uma série de medidas de segurança e saúde pública. Mas os policiais e inspetores haviam bebido a água envenenada, e acharam um absurdo as decisões do rei, resolvendo não respeitá-las de jeito nenhum.
              Quando os habitantes daquele reino tomaram conhecimento dos decretos, ficaram convencidos de que o soberano enlouquecera e agora estava querendo coisas sem sentido. Aos gritos, foram até o castelo e exigiram que renunciasse.
              Desesperado, o rei prontificou-se a deixar o trono, mas a rainha o impediu, dizendo:
             ‘Vamos agora até o poço, e beberemos também. Ficaremos iguais a eles’.
             E assim, foi feito: o rei e a rainha beberam a água da loucura e começaram imediatamente a dizer coisas sem sentido. Na mesma hora, os súditos se arrependeram: agora que o rei estava mostrando tanta sabedoria, por que não deixá-lo governar o país?
             O país continuou em calma, embora seus habitantes se comportassem de maneira muito diferente da de seus vizinhos. E o rei pôde governar até o final dos seus dias”.

sábado, 3 de maio de 2014

         


              Hoje foi a primeira vez que me perguntaram: "Qual a sua profissão?" e eu não soube responder de primeira. Por um instante, veio a resposta "estudante". Pensei, hesitei e respondi, enchendo o peito de orgulho, "Sou Psicóloga".
             Aquilo me soou estranho. Estou com menos de um ano de formada e pronunciar essa frase gerou um impacto nos meus ouvidos, como se pela primeira vez eu estivesse finalmente respondendo como Psicóloga e não mais como estudante.
            E, ao ouvir o nome dessa profissão, todos que estavam sentados em suas cadeiras, esperando o médico chamá-los para suas consultas, se remexeram e se arrumaram, como se a partir daquele momento eu já estivesse com poderes para analisar cada um que estivesse ali sentado.
           Isso me fez lembrar de um fato. Um conhecido da minha irmã, logo depois que me conheceu e soube que eu trabalhava clinicando, ele disse: "Tudo o que os psicólogos dizem é certo, então tudo o que você dizer deve ser a verdade, temos que te ouvir".
          Como me parece pesada a responsabilidade de ser um psicólogo, devido a expectativa que os outros colocam em cima dessa profissão. Mas, esses acontecimentos, só me fazem crer que minha profissão é digna e tem alguma credibilidade - mesmo sendo a partir de uma visão equivocada. Então, vamos a luta e nos tornar o melhor profissional que conseguirmos ser!

domingo, 27 de abril de 2014

Crescer é um saco!

         Eu olho pra ela e sinto nojo, raiva, vontade de não olhar mais na sua cara chata cheia de responsabilidades, pesada, trabalho. Quero descanso, namoro, amor e não ficar presa a essa realidade chata de adultos.

sábado, 26 de abril de 2014

Amarras Culturais

  


      Eu estava saindo do meu curso de Caixa de Areia (uma possível técnica utilizada por psicoterapeutas) e me dei conta da solidão. Meu namorado não podia sair comigo, meu companheiro de jogo virtual estava viajando e eu não queria me relacionar com a família, então eu pensei, vou para um banco, deitar, escutar música e prestar atenção só no meu eu interior.
    Depois de entrar no carro, percebi que não era um banco que eu queria...eu queria água, terra, sujeira...tudo o que me remetesse a caixa de areia. Dei voltas pelo meu bairro, até achar uma estrada de chão, cheia de curvas e caminhos para serem seguidos, mas que todos dariam na beira de um lago. 
    A primeira coisa que eu fiz, após ter estacionado o carro, foi tirar o tênis e as meias, colocar o banco para trás, deitar e escutar música. Depois, sai do carro apenas com a chave e o celular tocando música, coloquei meus pés na terra cheia de pedrinhas - hesitando, pensando em como o tapete do carro ficaria depois que eu voltasse para lá, mas segui adiante.
    Sentindo o vento no meu rosto, as pedras e a terra no chão, me encorajei para ir adiante. Fui até a beira do lago e comecei a pensar e observar aquela imensidão escura e ao longe, conseguia enxergar casas e estrada com carros passando.
    Resolvi levantar a barra da minha calça jeans, e colocar os pés na água. Que sensação gostosa, era exatamente aquilo que eu precisava. E logo veio a vontade de jogar o celular na água, tirar a roupa ali mesmo e mergulhar naquele lago preto e sujo. Mas, eu hesitei...veio uma censura, um pensamento: "como eu vou entrar no carro, toda molhada? Eu não trouxe toalha. Já sei...eu vou voltar para casa e entrarei na piscina, lá eu tenho toda a estrutura de que preciso".
   Fiquei mais um tempo ouvindo música, cantando para mim, para a natureza e dancei. Dancei sem vergonha, dancei com vontade, toquei bateria e guitarra, cantei, dei um show para aquelas luzes brilhantes ao longe.
     Voltei para a casa, troquei de roupa e fui direto para o jardim. Pisei agora na grama e na terra, e quando pensei em entrar na piscina, eu vi uma pessoa da minha família no quarto, pertinho da piscina e pensei: "Não quero me entregar para aquela imensidão, com alguém me observando...esse momento é totalmente meu, único, não quero me mostrar para o outro".
      Resolvi deitar em uma espreguiçadeira que estava em cima de um deck de madeira, perto de um rio com carpas. Ali, deitada, eu senti algo gelado, era a água gelando a minha pele, atravessando a roupa. Fiquei alguns minutos de olhos fechados, escutando o barulho da água. Algumas vezes olhava as poucas estrelas que já apontavam no céu, outras vezes lembrava do que tinham dito no curso e tentava entender o que estava sentindo.
       Até que eu desisti de tentar entender! Para que entender? Por que apenas não se permitir sentir? Fiquei ali me questionando mais alguns minutos, quando meu corpo resolveu ir para a beira da piscina. Coloquei meus pés e a água estava quentinha, mas muito escura. Comecei a observar meus pés naquela imensidão e senti medo, medo de ser sugada e nunca mais conseguir sair, medo de não voltar mais para a realidade, medo de não ser escutada e de ser esquecida.
       De imediato, eu tirei meus pés e coloquei eles em cima da lona que cobria a piscina. Mas, logo depois, resolvi ir embora dali, ficar longe desse medo e fechar esse ciclo. Fui para o banheiro e tomei um banho daqueles, que lava o corpo, o cabelo e a alma. Coloquei minhas mãos na parede e fiquei alguns minutos sentindo as gotas escorrendo pelas minhas costas, me entreguei aquela água...aquela, que eu queria ter sentido no lago e aquela que eu queria ter sentido na piscina.
         E ali, eu já estava em um ambiente seguro. Um ambiente onde eu posso me entregar por completo, apenas para mim. Onde ninguém pode entrar, onde ninguém vai penetrar e onde existe apenas eu.
   

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Por que no final, todos querem dizer a mesma coisa, de formas diferentes: eu estou aqui...me olhe, me escute e tente me entender.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

      Hoje é aquele dia em que acordo querendo descobrir alguma doença grave e fatal em mim. Alguma doença que seja rápida e devastadora. Uma doença que me aproxime da morte e dos meus dias contados, não para me sentir mais viva e nem para aproveitar os dias que me restam, mas sim, para me sentir mais morta.                                                                            
                                                                     Pulsão de morte.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

               


                     Às vezes me sinto tão sufocada, que tenho vontade de gritar: Me tireeeeeeeeeeeeee daquiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
                                 Como se alguém fosse escutar e me tirar desse mundo.
                         Agradeço a mim mesma...por nunca ter divulgado esse blog rsrsrs.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014


                           

                               Acho que sou um poço de depressão, camuflado por um sorriso.
                                                   Que o meu quarto se faça o meu útero.
                                                  E que ninguém mais possa ocupá-lo hoje, 
                                                                     Apenas eu,
                                                                           Só.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Saga mãe e filha




         Saga mãe e filha, a partir dos olhos da filha....com possíveis interpretações errôneas:

  -Acho que eu estou vivendo mais o papel de psicóloga do que de filha e de irmã.
 -Filha, a gente espera de você um acolhimento. Enquanto o mundo está desmoronando lá fora, enquanto sua irmã está triste, enquanto eu estou brigada com seu padrasto, você está lá no seu quarto. Seu quarto é uma fortaleça...podemos entrar e nos sentir seguros. Posso estar lá e sentir paz. Eu e sua irmã te vemos como a pessoa mais bem resolvida da família, queríamos ser igual a você.
 -Não sei se eu sempre fui assim, de querer acolher o outro e estar ali para o sofrimento...ou se eu me tornei assim depois que fiz Psicologia.
 -Eu acredito que você sempre teve isso em você, ai você procurou um curso que reforçasse esse seu jeito de ser e a Psicologia acabou intensificando ainda mais. 
 -Eu não sei mais como é ser filha, eu não sei mais como fazer isso. Sinto falta do contato físico com você.
 -Ser filha é o que você fez hoje...me pediu um abraço e um beijo.
  
          No dia seguinte:

   -Filha, vamos bater papo de novo? Eu gostei muito de ontem.
   -Vamos sim mãe, eu também gostei.

     E foi nesse momento...em que eu me senti a filha mais viva que poderia existir.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

 


   Está ai uma cena que eu acho linda de ver:

    Crianças brincando e correndo, fazendo bagunça, com risadas...e no fundo, aquela voz de adulto gritando: "Cuidado para não machucar".
   Ahhh a infância!!!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Música

 


   Um dia me perguntaram: Por que você tem vergonha de compartilhar as músicas que você escuta?
  E hoje eu cheguei a uma conclusão: música é tão íntimo para mim, conseguem captar sensações tão profundas, que mesmo compartilhando, ninguém vai conseguir entender. Mas, ao mesmo tempo, eu adoro que compartilhem músicas comigo. 
  Querer que o outro se abra comigo? Entrar no mundo do outro, desvendar seus segredos, suas dores, sua fragilidade, colecionar histórias e sensações e guardar todas só pra mim. É quando eu percebo o meu egoísmo a flor da pele.
    Às vezes, sinto uma vontade de sugar toda a energia das pessoas, suas vivências, experiências...sou uma gulosa, voraz, vivendo e revivendo a fase oral, simples assim.