terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Diálogo Padrão

    Vocês já repararam que toda conversa, virtualmente ou não, começam sempre com os mesmo cumprimentos e perguntas?
     1: Oi
     2: Oi
     1: Como você está?
     2: Eu estou bem e você?
     1: Eu também estou bem.
    Certo, toda conversa deve começar de alguma forma, mas já se perguntaram se a gente responde a pergunta: "Tudo bem?" sinceramente, ou se perguntamos isso para todo mundo, realmente querendo ter uma resposta? Ou a gente responde por responder, e pergunta por perguntar? É como se já fosse algo arraigado na cultura - etiqueta.
    Nós sempre vamos poder responder a pergunta do jeito que a gente quiser. Se não estiver bem e quiser falar que está bem, a gente pode. Se estiver bem e quiser responder que está ótima, também podemos. Mas o que importa é se nós estamos falando a verdade para nós mesmos.
    Eu acho que eu preciso voltar a estudar logo. Estou ficando louca, pensando em muita coisa - inútil ou não, vide o assunto de hoje. E começo a achar que estou perdendo meu tempo ficando o dia inteiro no pc, para poder teclar com pessoas que só podem falar uma hora, ou duas, e já tem que ir embora. E eu fico aqui, mofando, nesse calor. 
    Hoje eu tinha colocado na minha cabeça que iria ligar para o estágio e ver se eu já podia voltar, mas fui deixando para fazer isso durante o dia, e acabou que eu fiz o que? Nada...só fiquei assistindo milhões de episódios de seriados. 
    Daqui a pouco eu vou dormir, e vou falar para mim de novo: "Amanhã você vai acordar cedo, tomar café da manhã, vai ir para a academia. Depois vai voltar, tomar um banho e ligar para o estágio. A tarde você vai fazer a atividade do curso que passaram para você a meses e você ainda nem tocou. Você vai tentar entrar o mínimo possível na internet e vai ler mais".
    E ai, quanto disso tudo você acha que eu vou fazer?

Insônia

    Eu sempre fui uma pessoa que dormiu super bem. Consigo dormir qualquer hora do dia, em qualquer lugar e, o processo de pegar no sono sempre foi fácil para mim. Acho que com o tempo eu aprendi como administrar meus pensamentos quando estou deitada. Porém, hoje foi um dia que eu não consegui. 
    Por dormir sempre bem, me assusto quando acordo no meio da noite por qualquer motivo que seja, que não o despertador tocando ou alguém abrindo a porta do meu quarto. O que eu tenho mais raiva é quando eu acordo porque estou com fome. Não gosto quando meu corpo quer mandar mais em mim, do que a minha cabeça. Mas hoje, foi insônia.
     Aquele típico dia em que os meus pensamentos me dominam. Eu fico só na fase de alerta e, todos os meus sonhos, são mais acordados do que dormindo. Quem consegue relaxar e descansar assim? Não dá. O cérebro continua processando tudo que aconteceu nos últimos dias, talvez desde o dia em que algum motivo específico não foi ingerido e aceito - o motivo da insônia. De acordo com o que eu li (superficialmente, diga-se de passagem), as causas da insônia podem ser estresse, ansiedade, mudança de hábitos, dores, depressão ou muita cafeína. 
    Alguns desses motivos são muito comuns na rotina, pelo menos hoje, com a necessidade que nós temos de produzir muita coisa, em pouco tempo - ansiedade e estresse são sintomas típicos da sociedade contemporânea. Agora me diz, quem consegue viver tendo insônia? É muito ruim. Estou aqui, no computador, às 04:03 da manhã...e eu estava planejando acordar às 08h para ir a academia.
     A primeira coisa que eu fiz, ao ligar o computador, foi entrar no MSN - hábito. E as únicas pessoas que estavam on line, ou tinham deixado o programa ligado e ido dormir, ou são pessoas que sempre trocam a noite pelo dia. Enfim, ninguém que eu tivesse vontade de conversar.
    Então eu fui ler notícias que estavam na página do site que sempre abre no meu Google Chrome (não gosto de Internet Explorer e o Firefox ficou ruim). Ele só abre nesse site, porque um dia, um amigo meu, veio reclamar que eu sou muito alienada. Eu tenho interesse zero em sair procurando notícias para me atualizar sobre o mundo, assim, eu tomei vergonha na cara e resolvi colocar um site que contenha notícias para ser o primeiro visto por mim. Depois entrei no meu flog de imagens de anime e postei uma nova. Colecionar imagens durante anos, no mínimo dá vontade de publicar para outras pessoas darem uma olhada. 
     E agora, será que o meu sono voltou?       

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Casamento

      Ontem eu não postei nada no blog, porque eu viajei cedo para Goiânia e voltei já era 22h. Estava cansada demais para escrever. Resumindo, lá está do mesmo jeito de sempre, calor, e muito. E lógico, eu tinha que sair da dieta, porque eu fui em uma churrascaria comemorar o aniversário da sogra da minha mãe. Pelo menos eu fiz algo de útil, fui brincar com as minhas irmãs gêmeas no parquinho que tinha lá e acabei virando babá (será que um dia eu vou conseguir ser uma boa mãe?). Além delas, me senti na obrigação de cuidar de um menino menor que elas, que era insano - menina é sempre muito mais cuidadosa.
    Mudando de assunto, hoje o tema será casamento. Um assunto que está sendo muito abordado na vida esses dias. Aquele típico tema que sempre dá polêmica. Antigamente, o casamento chegava a ser uma obrigação. Se a mulher não cassasse, iria ficar para "titia", e ganhar essa fama não era muito legal. Porém, hoje, é um fato que muitas pessoas tentam passar longe, ou prolongar o máximo que conseguirem, ou até mesmo fugir. Quantas vezes eu já ouvi pessoas falando: "Eu vou casar, mas só lá pelos 40 anos de idade".
    Com a invenção do "ficar" da nossa geração, as pessoas parecem não querer ter compromissos sérios. Muitos tiveram uma ou outra ilusão amorosa - amor não correspondido, relacionamentos que não deram certo por diversos motivos - e acham que esse fato é o suficiente para mostrar que relacionamentos sérios não valem a pena. Então acabam optando por ficar com muitas pessoas, ou apenas fazer sexo (o que hoje é muito fácil de achar) quando sentem a necessidade carnal.
    Minha teoria é a seguinte: as pessoas não conseguem lidar com tantas frustrações na vida e ai quando caem uma vez, acham que nunca mais vão conseguir levantar. Então elas preferem ficar no superficial que machuca menos. Só querem saber da diversão, mas e as dificuldades da vida? E o estar lá para o outro quando ele mais precisa? Conclusão: individualismo. 
    Os indivíduos só conseguem enxergar o próprio umbigo, o próprio prazer. Até os sexos casuais não chegam a ser a mesma coisa, porque a pessoa só vai pensar no prazer dela. Totalmente diferente de fazer sexo com alguém que conhece o que você gosta, como você sente prazer, e pensa tanto em si mesmo, como no parceiro.
      Eu estou revoltada sim. Acho que por que duas pessoas (uma amiga e um amigo) importantes para mim já estão quase casando e eu to com inveja, também quero casar. Eu sei que eu sou nova, e blá blá blá, mas é um desejo muito mais forte do que eu. E eu também sei que não achei a pessoa ainda. Mas devemos ter em mente que existem as exceções, as pessoas que ainda desejam casar e ter filhos, então a esperança ainda existe - para todos que tem vontade de casar...como eu tenho. E para os que não tem, que aproveitem o máximo de suas vidas da forma que acharem melhor.
     Sabe o que eu queria? Festa de casamento. Porque as pessoas resolvem casar só no civil? Falta de dinheiro? Falta de vontade? Queria poder estar no casamento das pessoas que são importantes para mim, e ter a minha dose de diversão (ai como eu amo festa de casamento, as comidas, as músicas, as bebidas), afinal, são os convidados que curtem a festa, o casal tem que ficar tirando foto e fazendo social.
      Me esperem no mês que vem, em uma sexta-feira, dentro de um cartório, assistindo a minha amiga assinar papéis e fazer cara de feliz (mas ela está feliz de verdade?). E quanto ao meu amigo...esse não dá mesmo para ir assistir, nunca.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ócio produtivo?

     Melhor coisa nas férias, é poder ficar em casa, de pijama, o dia inteiro. Pelo menos é uma das coisas que eu mais gosto, até porque estou assim nesse exato momento. Mas eu me faço uma pergunta...ficar de férias durante 3 longos meses é um privilégio ou uma maldição? 
    No começo todo mundo gosta, depois de ter que passar pelo segundo semestre do ano, super cansativo. Ai vem as festas, Natal, Ano Novo, Meu Aniversário...Geralmente esse período passa super rápido, muita comida, bebida, presentes, abraços e pessoas que você fica o ano inteiro sem ver, você finalmente tem a desculpa certa para poder vê-los - porque a gente sempre acha que tem que ter algum motivo para chamar as pessoas para ir até a nossa casa?
   Depois das festas, ou até mesmo durante elas, se você tiver dinheiro e disponibilidade, você vai aproveitar as férias para viajar, conhecer novos lugares, visitar parentes, ou até ir para uma cidadezinha do lado só para descansar da sua. E depois que você vá viveu tudo isso e ainda tem um mês de férias? Admiro as pessoas que planejam cursos e coisas para fazer durante as férias. No meu caso, eu só penso em ficar no ócio. Porém, quando você começa a ver todo mundo da sua casa voltando para escola/trabalho, e você sentado em frente ao computador (todos os dias), começa a fica com vontade de voltar para a faculdade (no meu caso é assim).
   Tem pessoas que me chamam de nerds, outras que me chamam de esforçada, outras que até falam que eu não estudo (já que fico estudando conectada na internet), mas eu vou admitir...estudar para mim é um prazer. Estudar Psicologia, porque se me colocarem na frente de números, pode ter certeza que vou querer sair correndo. 
  E como uma ótima amadora dos estudos, depois que eu me formar, eu pretendo fazer faculdade de Cinema, Letras, Japonês, Filosofia e seja lá o que me der vontade...mas só para poder aprender. Já chega ter que fazer faculdade com a pressão básica de que vai ser o meu futuro profissional (o que vai colocar comida na sua mesa, vai te dar uma casa, roupas, carro, etc.).
   Estou exatamente nessa fase, aquela que você começa a ficar angustiada porque não sabe o que vai fazer depois que formar, não sabe se vai conseguir formar, se vai conseguir trabalhar com o que quer, e aonde vai arranjar dinheiro para comprar o próprio consultório tão sonhado. Quando penso demais nisso, a vontade que eu tenho é de sentar e chorar. Mas farei o tem que ser feito, estudarei, continuarei fazendo os cursos a parte, estágio e vamos ver o que acontece depois.
   Acho que muita coisa da nossa vida acontece no rumo, sem que a gente tenha planejado. A questão é...se você não estiver gostando de onde você parou, você deve ter energia o suficiente para sair daquilo e ir atrás do que te faz feliz. E também, não deixar que oportunidades legais escapem. Agora, se você conseguiu o que quis, ou simplesmente é feliz por que chegou aonde chegou, eu te admiro e te invejo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sensação não nomeada

     Hoje eu tive uma sensação que eu nunca tinha tido antes. Era raiva, mas não aquela que da vontade de sair matando todo mundo ou vontade de socar a pessoa que foi o gatilho para eu poder sentir isso. Era mais uma raiva, misturada com tristeza, com incertezas, dúvidas. Incomoda...fato, mas não a ponto de me sufocar. 
     É, acho que não comecei o dia bem. E a única coisa que eu to com vontade de fazer agora é ficar ouvindo música...até perdi o sono. Quando você teoricamente não está em um clima bom com a sua válvula de escape humana - que não é só isso, você apela para uma válvula virtual. Deixando as vantagens e desvantagens de lado, a conclusão...intimidade é foda!
   Já reparou que as brigas só acontecem quando você convive demais com as pessoas? Lógico, ficar longe, na retaguarda, tendo relações superficiais é muito mais fácil. Não vai mexer com você, não vai te ferir e você sempre vai estar "protegido". Mas não importa, se algumas vezes as brigas machucam, ou se elas me tiram do sério...eu sempre vou querer ter uma convivência mais profunda e íntima com as pessoas que eu me importo e quero sempre do meu lado.
   Esse blog, na sua maioria, era para ser engraçado, ter as minhas indignações banais e sem lógica (que se eu for ficar falando para alguém - será que eu já não faço isso? - vai parecer chatice, baboeira, falta do que fazer, etc.). Mas aqui estou eu, parecendo que to chorando - não, eu não estou chorando. E sabe qual é a pior parte? Alguém que não tem nada a ver com a história, vir me perguntar o que aconteceu...e eu, sinceramente, não vou ter a mínima vontade de explicar - fica a dica. Até porque eu nem saberia explicar.
   Vou me render ao sono, como no final, eu sempre faço. 
 Nota: Alguém já reparou que quando dormimos, acordamos no outro dia renovados? Não, não esquecemos as brigas, conflitos e problemas. Apenas renovamos as energias para tentar conseguir vê-los por um ângulo diferente, criar coragem de encarar o que tem medo, e quem sabe até achar uma solução.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Reencontros

   Desculpa, mas ontem eu estava com muita preguiça de escrever aqui. E para o dia de ontem não passar batido, contarei rapidamente o que aconteceu. Acordei e fui de novo no Sabin, aonde eu havia tirado sangue. Cheguei lá e encontrei o pai de um ex namorado. Conversei com ele até a hora em que o chamaram para colher sangue. Aproveitei a deixa para ir direto a academia.
    Andei na esteira de novo e deu o tempo certinho para eu sair, voltar para casa, pegar minhas coisas e ir levar o resultado dos exames para o médico. Levei uma bronca com os resultados, e lá fui eu pegar a dieta que ele passou (até agora está tudo dentro dos conformes, não comi nada de errado). O resto do dia eu fiquei na internet e a noite fui ao cinema com meu amigo.
  Achamos que o filme iria ser muito bom, e estava legal até chegar no final. O final estragou o filme Medianeiras. Parece que tentaram forçar o encontro do casal principal do filme, para acabar logo. Revoltados, quase fomos assistir outro. Mas desistimos, já que nenhum que estava passando aquela hora deu muita vontade de assistir. Voltamos para casa, indignados.
   Voltando para o aqui e agora. A minha rotina de férias está sendo a mesma, tentar dormir cedo e acordar cedo para ir a academia; ler; ficar na net e, quando der, sair a noite (lugares que eu não precise beber e comer). Hoje eu me permiti dormir mais, acordei as 10h. Já estava quase desistindo de ir para a academia, quando me incentivaram para ir, e eu acabei vencendo a preguiça (acho que ela é a minha maior inimiga). Fui testar uma coisa que a muito tempo eu queria, ler e ao mesmo tempo andar na esteira.
    Tomei um susto quando eu estava subindo na esteira e um rapaz veio falar comigo. Quanto tempo que eu não o via, e ele estava enorme (altura e músculos). Era um garoto que eu conheci quando eu participei de uma colonia de férias. Acho que na época, a minha mãe arranjou isso, porque queria viajar só ela e o marido dela. E deixou as duas filhas com a empregada em casa, tendo que ir todos os dias, com a mesma blusa (nojento) para um clube, aonde eram realizadas as atividades. Só conseguiram me convencer de ir para essa colonia de férias, quando falaram a seguinte frase: "Vai ter meninos lá também". Eu, como uma adolescente sedenta e com hormônios a flor da pele, aceitei. 
  Fiquei conversando com ele uns dez minutos, até ele sair e ir fazer abdominais. Fui tentar ler o livro enquanto andava na esteira. Dá para fazer isso, mas cansa muito mais. Não sei se pelo fato de ter que segurar o livro, ou por ter que fazer um esforço muito grande para focar as letras. Então eu só consegui terminar o capítulo e desisti da ideia.
   Acabei de receber uma ligação da Livraria Cultura. Me chamaram para fazer um processo de seleção. Seria um sonho trabalhar com pessoas e livros. Mas em shopping, o horário é sempre longo e ainda tem que trabalhar nos feriados e finais de semana. Minha mãe veio falar para eu desistir e focar nos estudos, ainda mais que agora é a reta final. Que angústia. Ir ou não ir, eis a questão.
   Enfim, o resto do dia, eu pretendo ir ao salão e lógico, ficar na net. Se der, assistir algum seriado. Agora me diz, existe coisa melhor do que estar de férias?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O problema é preguiça

    Dito e feito, fui para a academia (a parte da dieta eu to tentando). Hoje eu acordei, fui fazer exame de sangue (rotina). Para mim é tranquilo, mas conheço pessoas que tem fobia de agulha, deve ser ruim. Já eu, até vontade de doar sangue eu tenho. Mas descobri que vou ter que esperar dois anos para poder doar, já que eu fiz tatuagem. 
     Sabe qual é a melhor parte de ter que tirar sangue? É o pão de queijo e o chocolate quente que eles oferecem depois - falou a gorda que só pensa em comida. Também, depois de ficar 12h em jejum, é só nisso que você consegue pensar. 
     Depois que eu abasteci a minha barriga, eu fui para a academia. Tinha que ir logo, antes que a minha preguiça me atacasse e eu desistisse. Por isso que a roupa que eu escolhi para colocar já era de academia (estratégia para preguiçosos). Por mais que eu tenha preguiça de ir, quando eu começo a fazer exercício eu gosto. Porém, como eu estava a um mês parada (ou será que é mais?), eu fiz só aeróbico, que é o principal, pelo menos para o meu objetivo de emagrecer.
     Andar na esteira é um tédio, então a minha academia deu um jeito de coloca-las em frente a piscina, para nós espiarmos os diversos corpos que entram na água e se molham daquele jeito sexy (parei). Mas mesmo assim, não é o suficiente, então eu gosto de escutar música, assistir a tv e ver as pessoas nadando. O ruim de escutar música? É a enorme vontade que eu tenho de ficar cantando. Então eu só gesticulo a boca, tentando não emitir som algum (será que eu pago mico mesmo assim?)
    Andei o suficiente para queimar alguma caloria que fosse, e voltei para a casa a pé. Eu criei coragem e começei a cantar no meio da rua. Quando eu viro a esquina dou de cara com uma senhora, e eu a cumprimento falando "Bom dia" e volto a cantar, mas ela me grita e vem me perguntar como a minha mãe está. E lá fui eu conversar com a mulher.
     Em um outro momento eu acho que teria ficado de mau humor, querendo ir embora logo para casa, tomar um banho (toda suada) e dormir de novo, já que eu acabei dormindo pouco. Eu ia falar que a culpa era do meu amigo que ficou teclando comigo a noite, mas na real? A culpa é minha...afinal, eu que tomei a decisão de ficar lá teclando - bem feito. Mas eu estava me sentindo ótima, acho que o corpo realmente pede exercício físico. 
    O resto do dia eu fiquei dando atenção para as minhas irmãs pequenas e para a minha mãe. A muito tempo que eu não fazia isso, e até que gostei. E eu consegui dormir um pouco antes do almoço, até ter que cuidar das meninas enquanto a minha mãe estava ocupada e a babá fazendo o almoço (empregada de férias, todos os papéis da casa mudam).

domingo, 22 de janeiro de 2012

Bairro da Liberdade

  Resolvi que esse post será o último sobre a minha viagem, já que nos últimos três dias, tudo o que eu fiz foi ir para o bairro da liberdade. Minha amiga tinha planejado vários passeios por São Paulo, para não ter que ficar indo sempre na liberdade, já que toda vez que eu viajo para lá, eu tenho que ir pelo menos um dia. Mas, como tudo na vida, nem sempre tudo sai como a gente planeja. Resumindo, liberdade três dias seguidos.
 O diferencial do domingo para os outros dias na liberdade, é uma feirinha que vende colares, anéis, luvas, pedras, enfeites, etc., que geralmente não vende nas lojas que todos os dias estão abertas. Lá fui eu, esperar a minha amiga (a mesma que estava no bar) para ir gastar dinheiro. Nesse dia a minha irmã resolveu sair com um amigo dela para um sítio, e como eu tive que deixar ela cedo na estação de metrô, lá fui eu levando o meu livro comigo (foi nesse dia, na volta, que eu li no metrô).
   Sentei em frente a saída do metrô, em um banco de cimento (do lado de otakus estranhos) e comecei a ler. Eu estava muito entretida com a leitura, e só me dei conta que tinha um homem, quase sentado no chão do meu lado, quando ele veio falar comigo. Disse que eu parecia a filha de 14 anos dele, lendo o livro - eu tenho cara de menina de 14 anos? Reparei que ele estava bêbado logo de cara. Começou a desabafar sobre a vida, falando que estava separado e que tinha bebido todas na noite anterior. 
  Fiquei um bom tempo ouvindo ele falar da vida dele, enquanto minha amiga não chegava. Finalmente, ela chegou e eu tive um motivo para sair dali. O coreano bêbado ficou tentando conseguir o número do meu celular, mas por sorte eu consegui desconversar. Para o nosso azar, estava chovendo, e ficamos o resto do dia com os sapatos ensopados. Depois que andamos e eu gastei dinheiro, fomos almoçar yakisoba. Não foi o melhor que eu já comi, mas deu para o gasto.
  Depois a gente foi para a casa do ficante dela e ficamos morgando lá. Ele ia fazer uma tatuagem, então iríamos acompanhá-lo. Descobrimos que o tatuador não iria estar lá naquele dia, então eu fiquei um pouco na net e saímos para ir tentar jogar sinuca. Quando eu entrei no carro, eu capotei. Já estava sonhando quando eles me acordaram falando que o lugar estava fechado e se eu queria fazer alguma coisa.
   Tudo o que eu queria mesmo, era dormir. Então eu fiquei no metrô para voltar para a casa do meu irmão. Quer mais azar para um dia do que pegar chuva e fica toda ensopada? Não ter a chave para entrar na casa do seu irmão e ter que ficar do lado de fora esperando alguém chegar. Por sorte a minha irmã já estava voltando do sítio e iria me encontrar no metrô (ela estava com a chave). 
   No dia seguinte, eu fui com ela de novo na Liberdade, já que ela queria ter ido no dia anterior e não deu. Então o dia se resumiu de novo a andar, gastar dinheiro e, por sorte, não pegamos muita chuva. No último dia de viagem, minha irmã queria ir na Liberdade de novo para comprar duas coisas que ela tinha visto no dia anterior e não havia comprado. Eu aceitei, mas só porque a minha amiga queria me encontrar no metrô e me dar um livro de presente de aniversario (não tem como recusar presente, ainda mais se for um livro),  aproveitei e me despedi dela. 
   Acabamos comprando presentes para minha mãe, meu padrasto e meu pai. Almoçamos lá mesmo no Mc Donald's (barato, tinha lugar para sentar e foi a primeira coisa que eu vi - minhas pernas já estavam tremendo e isso sempre acontece quando eu estou com muita fome). O ruim do bairro da liberdade, é que não tem muito lugar para sentar...então se você quiser comprar um sushi em algum mercado, vai ter que comer em pé. Ou então vai ter que almoçar em algum restaurante que tenha cadeiras e mesas.
  Voltamos cedo para a casa do meu irmão. Tínhamos que terminar de arrumar as malas e pegar um táxi o mais rápido possível, já que a gente não queria pegar transito e nem bandeira dois, senão teríamos que pagar muito mais do que nós já pagamos (70 reais). E não, ninguém podia dar carona para a gente até o aeroporto de Guarulhos.
  O problema é que nós chegamos lá às 18h, e o nosso voo só saia 23:40. O que fazer quando se tem tanto tempo para esperar? Comer e jogar cruzadinha. Nessa altura do campeonato, eu já tinha terminado de ler o livro que tinha levado, que por sinal eu gostei muito. Então, eu tive que ficar fazendo palavras cruzadas mesmo. Eu cheguei a entrar um pouco na internet lá, mas é um roubo...a cada 1 minuto, eles cobravam 0,40 centavos. Quando você vê, o seu dinheiro já foi embora.  
   Dessa vez a gente fez o check-in no autoatendimento e despachamos a bagagem 4 horas antes de embarcar. Por sorte o nosso voo não atrasou, e já estávamos quase dormindo sentadas quando começaram a chamar para embarcar. Entramos no avião e não tinha quase ninguém. Também, quem vai para Brasília, essa hora da noite, em plena terça-feira? 
   Resumo da viagem: tenho que fazer dieta, voltar para a academia e economizar dinheiro.
   
   

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sobrinho

     Mesmo com o sono atrasado e querendo dormir até a hora do almoço, tive que acordar 08h da manhã para sair com meu irmão e a mulher dele. Finalmente, depois de 06 anos, eu iria conhecer o meu sobrinho (ele mora em Curitiba). E lá estava eu, com os olhos vermelhos, bocejando e tendo que me arrumar para sair. Sabe o que me deixou indignada? Nós só saímos de casa às 11h.
     Se eu soubesse que o meu irmão é tão enrolado quanto o meu pai, eu teria dormido mais e acordado 10 minutos antes de ele terminar de se arrumar. Antes de nós irmos ver o meu sobrinho (que estava na casa da avó dele), nós fomos em uma loja de móveis, porque meu irmão queria comprar um armário novo (deveriam ter trocado a anos...já está caindo aos pedaços - pessoas enroladas, vai entender).
    Até o funcionário da loja montar o armário no sistema, ver o orçamento e toda aquela baboceira chata de tentar convencer o cliente de levar o armário (caro), foi bem uma hora mofando, sentada. Eu sei, uma das maiores virtudes do ser humano é a paciência, então eu apenas esperei. Não, eles não compraram o armário e nós fomos para a casa aonde meu sobrinho estava.
    Eu vou ser sincera com vocês...fiquei com medo de ele não gostar de mim, de me estranhar e etc. Mas por sorte, ele é um menino muito fofo. Já chegou me abraçando e cumprimentando. Ficamos todos na sala assistindo a alegria dele ao abrir os presentes atrasados de natal e escolher qual ele iria levar para o shopping com ele.
    Então nós fomos ao shopping. Depois que todos almoçaram (cada um comeu o que quis), nós fomos andar um pouco. Primeira parada, livraria Saraiva. A mulher do meu irmão estava com um desejo enorme de comprar o livro Crepúsculo, já que ela tinha lido só o Amanhecer (quem lê o último livro da saga primeiro? Mas eu não tinha do que reclamar, entrar em uma livraria é comigo mesma). A livraria era bem arrumada, mas em quesito de livros eu achei ela pequena e muito cara. E o resto do dia ficamos entrando e saindo de lojas de brinquedo porque as crianças que estavam com a gente queriam (além do meu sobrinho, encontramos afilhados da minha irmã). Mas eu me diverti também vendo os brinquedos, não vou negar que ainda existe uma criança dentro de mim. 
    Depois do shopping, voltamos para a casa que o meu sobrinho estava hospedado. Todos resolveram jogar detetive, e eu, como uma pessoa com uma necessidade básica (internet) para suprir, deixei o jogo de lado e consegui um computador para entrar. E a fome bateu de novo, o que nós comemos? Pizza. O resultado de toda essa comilança de coisas gordurosas, eu não preciso nem contar qual é certo?
    Fiquei na internet esperando o tempo passar, até dar a hora de ir para um bar que uma amiga minha tinha me chamado para ir. Matar saudades da amiga que você só pode ver a cada não sei quantos anos, não tem preço. Consegui uma carona na ida, mas tive que voltar de metrô. Não sei, mas não sou aquele tipo de pessoa que fica toda hora pensando nos perigos da vida, voltar de metrô a noite, não me pareceu estressante, até o momento em que eu tive que ficar escutando a minha irmã falar que estava com medo.
    O bar era legal, tinha uma decoração bem diferente, com coisas antigas como discos de vinil, aquelas máquinas antigas que você compra a música e coloca para tocar (não sei o nome da máquina) e até um trompete pendurado no teto. O único ruim do lugar, era o fato de todas as bebidas serem caras - estou começando a achar que eu sou "mão de vaca". Assim, eu tomei apenas uma ice para não falir, e para não parecer a chata que fica sem tomar nada (até porque eu já tinha me esbaldado com pizza e coca-cola minutos antes).
      Superado as ansiedades e medos de duas mulheres irem de metrô para casa, sozinhas, a 00:40 (o metrô já estava fechando), o dia acabou bem. Chegaram a chamar a gente para dormir na casa do namorado de uma menina que eu tinha acabado de conhecer na hora, é...não...brigada pela oferta, mas honestamente, depois de um dia cansativo, em uma cidade que eu não conheço muito, tudo o que eu mais queria era um lugar familiar para eu poder dormir e compensar o sono acumulado.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cinema

      Antes tarde do que nunca, o post de hoje (20/01/2012). Quase um post de dois dias, já que agora são 23:30. Desculpa, eu realmente esqueci do blog e só lembrei agora. O terceiro dia da minha viagem, não foi muito agitado. Se eu não me engano - a memória já está querendo falhar - foi nesse dia que eu fui ao cinema.
      Eu tinha que ir ao cinema. Eu sei, talvez seja um vicio, ou apenas falta do que fazer. Acordei já era hora do almoço (dormir 05h da manhã e acordar cedinho não dá). E a carona que eu conheci foi até o shopping Santa Cruz. Como eu e a minha irmã não queríamos voltar muito cedo para a casa do meu irmão e ter que ficar mofando lá - a gente não tinha planejado nada para esse dia - resolvemos almoçar no shopping e depois ir ao cinema.
    Essa hora foi quase impossível de achar um lugar para sentar e almoçar. Então foi aquele típico momento constrangedor, em uma mesa de quatro lugares, que está ocupada por duas pessoas, você chega e pergunta: "Eu posso sentar aqui?". Sorte que a mulher era simpática e nós sentamos. Eu juro que eu tentei almoçar direito, comida saudável, mas depois que eu terminei e olhei que em um lugar vendia fondue de chocolate com morango, eu não resisti e tive que ir comer (mesmo estando mais do que satisfeita da comida de sal - pecado capital...gula).
    Depois de ter conseguido satisfazer todos os meus desejos, nós fomos em direção ao cinema. Achei estranho a fila de comprar o ingresso ser no andar de baixo, e ter que subir para chegar as salas, mas enfim, lugar com muita gente tem que ter um espaço maior para as salas. Ou será que alguém estava querendo economizar espaço no shopping? Talvez conseguir colocar mais lojas para você poder gastar mais ainda o seu dinheiro, em um ambiente que você fica horas e nem repara que o tempo está correndo.
      Comentários e divagações a parte...o único filme que estava passando no horário do almoço, era um filme mais para crianças (como esperado) e lá fui eu assisti Alvim e os Esquilo 3 dublado. Nada contra pessoas que curtam filmes dublados, mas eu prefiro legendado. Também, ser obrigada a assistir filmes legendados com as suas primas desde os 09 anos de idade, é esperado que você acostume e comesse a gostar.
    Entrei na sala do cinema  e tomei um susto, dei de cara já com a escada para subir e achei a sala muito maior do que as que eu já tinha entrado. Como era Cinemark, estava esperando que as paredes fossem vermelhas, mas não...elas eram azuis. Ta bom, isso pode ser irrelevante, porém, para uma pessoa que tenta observar tudo e mais um pouco, faz a diferença. Não gostei do fato de as cadeiras da frente conseguirem atrapalhar a minha visão. Qualquer pessoa que sentasse na minha frente, que fosse 1 cm mais alto do que eu iria atrapalhar.
    Mas o filme estava passando na hora do almoço, estava vazio e só deu criança. Por sorte, nenhuma ficou falando durante o filme. O filme em si é bobo. O que você iria esperar de um filme que tem esquilos que falam, dançam e cantam? Ta bom, eu admito...achei fofo os esquilos/esquiletes cantando e dançando.
    Como eu estou morrendo de sono aqui, optei por não prologar muito na história dele (mas como todo filme, ele teve seus conflitos, resoluções, clímax e moral). Depois do cinema, nós voltamos para a casa do meu irmão e ficamos lá o resto do dia. Tédio? Não, eu ainda tinha um livro para ler. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mercadão

    Acordei cedo no dia seguinte, porque fui pegar carona até o metro com a mulher do meu irmão - economia de R$3,00 do ônibus. Para o primeiro dia, andando em São Paulo, a carona foi um bom negócio, já que eu ainda não tinha aprendido como ir para onde eu queria e como voltar. Meu irmão me levou para a Santa Efigênia (minha irmã queria comprar uma câmera lá), e foi tentando explicar durante o caminho como andar por lá. Depois que a minha irmã escolheu a câmera e comprou, nós resolvemos ir ao Mercado Municipal.
     Percebi que as pessoas que moram lá, chamam o lugar apenas de Mercadão, mas muitos nunca nem foram lá comer o tão famoso sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau. Depois de parar várias vezes no caminho para perguntar aos policiais como chegava no local, um homem aparece falando que estava indo para lá e que nós poderíamos seguir ele até o caminho. 
    Achei ele muito gentil, então eu resolvi confiar e comecei a segui-lo. Porém, durante o caminho, um monte de pensamentos vieram a minha cabeça e eu comecei a ficar alerta, olhando para os lados e vendo se tinha algum policial por perto. Mas, por sorte, ele foi até certo ponto e nos explicou que ali era só seguir em frente que nós chegaríamos no mercadão.
    Chegamos lá morrendo de sede e demos de cara com uma mulher vendendo água de coco - compramos lógico. Ainda era cedo para poder almoçar, mas como não tinha nada para fazer, escolhemos um dos bares que tinha sanduíche de mortadela e sentamos para conversar e beber (eu bebi coca-cola e a minha irmã quis um chopp, e quando eu fui comprar o que aconteceu? Perguntaram se eu era maior de idade). 
    Eu, como uma pessoa muito ansiosa, resolvi pedir logo o sanduíche de mortadela. Achei ele grande, então deu para nós dividirmos e ainda nem consegui comer tudo. Gostei, mas como esperado, muito gorduroso. O pastel, infelizmente, não deu para eu experimentar. Além dos bares, no andar debaixo, tem feiras que vendem frutas, lindas diga-se de passagem. O morango era tão grande e parecia tão saboroso que eu não puder evitar a empolgação (minha irmã falou para eu parar de dar uma de turista, porque todo mundo ia querer vender coisas para mim). Outra coisa que me encantou foram os vitrais coloridos e com imagens.     
     Assim, saímos do mercadão e fomos andar um pouco na 25 de Março. Queimar as calorias e gastar um pouquinho de dinheiro, faz bem. Como a maioria das coisas é barata, a vontade que a gente tem é de ir comprando tudo o que vê pela frente, mas nós não fizemos isso. Tínhamos que voltar logo para a casa do meu irmão, já que optamos voltar mais cedo e não pegar horário de pico no metro.
   Então lá fomos nós, perguntar de novo como íamos para a praça da Sé, pegar a linha vermelha, chegar até a estação Artur Alvim e pegar um ônibus para a casa dele (fiquei cansada só de lembrar). Quando chegamos a casa, fomos escolher a roupa que iríamos vestir para ir na balada com a minha outra irmã (que também mora lá). Pegamos a roupa e fomos de novo, pegar ônibus, metro e chegar no shopping Santa Cruz para ela buscar a gente lá. 
    Finalmente tivemos tempo para descansar até a hora de ir para a balada. No total fomos em sete pessoas e conseguimos entrar de graça na boate. Achei o ambiente moderno, confortável e bonito (as pessoas também). Tinham dois ambientes de música eletrônica, bar, sofás para sentar e um ambiente aberto em cima para quem quisesse ir fumar (essa parte eu não gostei não, cheiro de cigarro e muita fumaça na cara não é comigo).
    A balada ia até 12h, mas como a minha irmã tinha que ir trabalhar cedo, saímos de lá era 5h da manhã (o planejado era sair às 2h). Tirando uma companhia de um homem que não foi muito agradável (aquele tipo de pessoa que fica tentando ser engraçada toda hora, e acaba forçando demais a barra e te tira do sério), tudo foi ótimo. 
    E então fomos dormir, dessa vez na casa da minha irmã. Sorte que conseguimos carona de carro, porque pega metro essa hora não dá.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Chegada

      A primeira coisa que eu aprendi nessa viagem foi: Não leia o livro que você esta levando com você, na fila do check-in. Porque você chega na melhor parte do livro, na parte mais esperada, e ai você tem que parar para dar documento de identificação, etc. Isso se você não estiver na fila para despachar a bagagem e descobrir que deveria ter ido fazer o check-in na outra fila (sorte que o funcionário foi legal, e já fez tudo pra mim). 
      Dentro da sala de embarque tentei ler mais, mas era impossível ler com tanta gente falando e já fazendo fila para entrar nos portões (acabei desistindo). E vou contar para vocês...o melhor lugar que eu achei para ler, foi quando eu estava voltando de metro sozinha (a minha irmã tinha ido para um sítio e eu fiquei no bairro da liberdade - vendo a feirinha de domingo), para a casa do meu irmão.  
      Se eu pudesse, teria andado todos os dias sozinha de metro, porque com a minha irmã é muito estresse. Ela é muito ansiosa e isso me deixava mais ansiosa ainda. Eu gosto de olhar as pessoas (se bem que a gente acaba olhando mais para o chão, porque as pessoas não gostam muito de ser encaradas), a paisagem (sim...quando o metro é construído em cima, e não aquelas paredes cinzas/pretas dos tuneis) e o simples fato de andar de metro já me anima (já que eu não ando de metro em Brasília - pera ai, tem metro aqui? Quase nenhum). 
     Mas, como tudo na vida, tem seus prós e contras. Aquele barulho ensurdecedor que faz quando o metro entra no túnel (com certeza devem usar aquele barulho em filmes de terror, ou filmes que querem deixar as pessoas surdas) é uma das coisas ruins. A outra é quando você pega na hora do pico e tem que ficar espremida no meio de tanta gente, sentir o suor e o calor produzido de todos os corpos que estão tentando ocupar praticamente o mesmo espaço. 
      E os bancos? Nem se fala. São minas de ouro. Pouquíssimos; só teve um metro que eu vi mais bancos, o novo, na linha amarela - lindo. Todo mundo fica encarando e competindo para ver quem vai sentar nos bancos. As vezes, prefiro ficar em pé, do que sentar nos bancos preferenciais (sempre vai ter alguém que se enquadra nas pessoas que tem preferência).
     Comentários a parte, o primeiro dia eu cheguei já era 20h da noite. Sai do aeroporto e falaram para eu ficar embaixo de um relógio esperando a carona. Mas tinha relógio? Não. Vieram me falar que tiraram. Então andei um pouco sem rumo, procurando um outro lugar de referencia para poder me encontrar com meu irmão e sua mulher. Só que quando o meu irmão saiu do carro, eu tomei um susto, ele esta muito mudado.
      Fomos ao shopping Anália Franco (acho que era esse o nome), para jantar. Depois fomos ao mercado que tem dentro do shopping, para comprar o que iríamos comer nos dias seguintes. Meu irmão e a mulher dele não ficam em casa (saem 07h para voltar 00h), então eu e minha irmã teríamos que nos virar. 
      Chegamos na casa deles e demos de cara com dois cachorros e uma gata. Eu não gostava de gatos, até então. Mas me apaixonei pela Iris. Ela deitava em cima da minha barriga para eu poder ficar fazendo carinho nela, isso quando ela não deitava no meu travesseiro (junto comigo) e dormia. O ruim dessa história, é que as minhas roupas ficaram cheias de pelo de gato.
     E o dia acabou com eu dormindo e me preparando para o dia seguinte.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Prévia

      Depois de três dias eu consegui entrar na internet. E eu estou pretendendo fazer um post de cada dia que eu estivesse/estou aqui em São Paulo. Porque muita informação jogada em um post só vai ficar tudo confuso. Alguém ai está cansado? Eu estou. Como podemos explicar cansaço de viagem? Bom, um dos motivos é o fato de eu estar dormindo em um colchão fino (a impressão é de que eu estou dormindo no chão) e isso com certeza faz doer as costas. Além do fato de eu só conseguir pegar no sono tarde e ter que ficar ouvindo o meu irmão, no quarto ao lado, roncando. 
    E sim. Ficar o dia inteiro na rua, voltar tarde para a casa e ainda ter que acordar no dia seguinte cedo...acaba com qualquer um. É o que dizem, a gente viaja para descansar, mas acaba cansando mais. E o calor? Nesse exato momento eu estou suando (talvez seja a almofada que colocaram aqui na cadeira para sentar...a cadeira deve doer as costas normalmente, não sei). 
      Mas...São Paulo (capital) conhecida como a terra da garoa, era de se esperar que alguma hora do dia chovesse, sem dúvidas. Geralmente, os dias anteriores estava chovendo lá para o final da tarde, hoje choveu no meio da tarde. Eu trouxe o meu guarda-chuva (ganhei de presente de Natal), mas quando eu precisei usar ele...ele não estava comigo. Hoje que choveu, e eu estava com ele, não precisei (estava dentro do Shopping Iguatemi - shopping de rico, como esperado, já que em Brasília também tem um e eu já conhecia). 
     Eu vou contar para vocês um segredo. Eu estou tentando absorver tudo para não esquecer de contar nada. Até cogitei a hipótese de comprar um caderno e ir escrevendo os posts para depois só digitar aqui (a casa do meu irmão está sem internet). Mas ainda não consegui comprar o caderno, então eu estou contando com a minha memória.
    Quando der eu escreverei mais.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ausência

      Quem concorda comigo de que a vida é imprevisível? Até uma pessoa como eu, que vive reclamando da monotonia da própria vida, afirma isso. Bom ou ruim, sempre acontece alguma coisa no seu dia que você não esperava acontecer. Ontem foi assim. Estava tudo prontinho para a viagem de hoje a noite, até que meu pai me liga falando que o meu irmão estava no aeroporto me esperando. E com certeza ele deveria estar bravo, porque sair do trabalho mais cedo para ficar esperando uma pessoa no aeroporto durante duas horas e ela simplesmente não chegar...é de tirar do sério.
       Mas a culpa não foi minha, eles acabaram confundindo o dia. Mesmo eles tendo confundido, o mínimo que eu poderia fazer era ligar e pedir desculpas. Fiquei achando que teria que ir de táxi quando chegasse lá hoje, já que meu pai veio falar isso para mim. Porém, quando eu falei isso para o meu irmão ele ficou rindo de mim (ele deve ter falado isso só porque estava bravo na hora).
       Então, hoje a noite, estarei indo a São Paulo e não sei se vou poder acessar a internet lá. Ou seja, o blog vai estar sem posts até a minha volta (não briguem comigo - sim, hoje, eu mal entrei no msn e já tinha gente querendo que eu escrevesse o post de hoje). Espero que eu tenha muita coisa para contar para vocês sobre a viagem, porque sinceramente, as vezes eu fico com medo de não ter o que escrever aqui.
        A outra coisa que aconteceu (que eu nunca iria adivinhar) foi 1:30 da manhã. Eu, no msn, teclando com um amigo meu e alguns minutos depois, ele apareceu aqui em casa. Ficamos conversando até 4h (sorte que ficamos longe dos quartos, todo mundo já estava dormindo - você não vai querer acordar duas crianças de 3 anos de idade no meio da madrugada) e por mais que eu estivesse morrendo de sono, o tempo passou muito rápido. Achei interessante quando nós dois ficamos em silêncio e ele disse: "Nossa, aqui fica tudo tão quieto assim?". É aquela típica coisa que você sabe (porque você convive com isso todos os dias), mas nunca concretizou o fato com palavras.
        A última coisa imprevisível do meu dia foi mais no campo dos sentimentos. Ontem eu tive uma daquelas sensações estranhas que eu não consigo descobrir de onde vem e nem explicar o porquê de eu sentir. Era como se eu pudesse ver aquela linha tênue entre a vida e a morte. Era como se eu tivesse que falar eu te amo para as pessoas que são importantes para mim, porque eu lembrei que eu posso estar aqui nesse exato momento, e de repente não estar mais. Enfim, não quero me prolongar nesses sentimentos de incerteza sobre a vida. Vamos viajar e viver sentimentos de alegria, euforia e excitação e, lógico, descansar de Brasília (muito útil e necessário).
         Até a próxima e me desejem boa viagem.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tatuagem

        Eu estou com preguiça de escrever hoje, sinceramente. Mas um dos seguidores (eu falo como se tivesse mais de 50 pessoas) acabou de falar aqui para mim: "Agora já estou seguindo o seu blog, então eu quero um post por dia". Isso é que é vontade de saber da minha vida. Mas lembrando, amanhã eu vou viajar e durante esses seis dias é provável que não de para eu entrar na internet.
         Mudando completamente de assunto...eu nunca imaginei que um dia eu chegaria e falaria para alguém: eu fiz uma tatuagem. Sim, eu fiz uma...ontem, e enfrentei o meu medo da dor. Eu e a minha irmã tínhamos ido na loja só para ver quanto ficaria (achei caro), ficamos pensando e pensando e no final, acabamos fazendo. Eu achei que iria doer muito mais do que doeu. Eu fiz uma pequena no pé, mas dependendo do lugar aonde ele fazia, doía mais. A coisa mais estranha depois de terminar de fazer a tatuagem, foi ver o meu outro pé todo roxo. Não me perguntem porque ele ficou roxo, mas me deu um susto.
     A minha ideia para esse blog, era não colocar nenhuma foto de nada e apenas escrever. Mas a minha vontade é de mostrar para vocês a tatuagem (ainda pensando se vou colocar ou não a foto). Como qualquer outra euforia momentânea, a tatuagem é assim. Você fica super animado no começo, querendo ver e tudo o mais, mas depois, acostuma e até esquece. Deve ser por isso que as pessoas gostam de fazer tantas tatuagens, para fica sentindo essa euforia muitas vezes (ou é só questão de moda mesmo?).
       A melhor parte (depois da tatuagem) foi ir ao cinema e comer aquele sanduíche do The Fifties e depois uma banana slipt. O filme que eu assisti estreou a pouco tempo, se chama O Cavalo de Guerra. Eu achei lindo o filme, mas como todo filme de guerra, um filme meio escuro e, um pouco fantasioso (no fato de que um cavalo iria sobreviver a uma guerra passando por um monte de coisa). 
      Agora eu tenho que encarar a realidade, e terminar de arrumar a minha mala. Não sei qual é a parte mais chata da viagem, arrumar a mala para ir, ou arrumar quando volta.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Se curiosidade matasse

         Hoje eu vim pedir desculpas. Um amigo meu disse que eu deveria colocar mais pontos e vírgulas no  que eu escrevo. Então...desculpa se os outros textos ficaram muito confusos de entender. Ele disse que a impressão que ele teve, quando leu, era de que eu estava agoniada escrevendo. Eu não sei se eu definiria agoniada, mas com certeza eu estava ansiosa e excitada para escrever (empolgada). 
         Então, a partir de agora, eu vou começar a tentar ter mais cuidado. Não sei se vou conseguir sempre, mas não custa tentar. E, para falar a verdade, esse assunto me desmotivou. Nem sei mais o que eu quero escrever aqui. 
        Ontem, eu achei que o meu dia seria tranquilo (como todos os outros durante as minhas férias). Até certo ponto foi. Lá pelas 16h eu fui para a casa do meu pai, crente que iria beber umas caipiroskas e ver minha família dentro de uma jacuzzi, bebendo cerveja. Sim, eu bebi minhas caipiroskas (e descobri que quando bebo, me sinto quente e até meu rosto fica super vermelho - será que é bonitinho?). 
        Mas, a jacuzzi não deu certo. O aquecedor, infelizmente, quebrou. Então, nós ficamos sentados na mesa conversando e, como sempre, voltamos ao passado e falamos sobre as viagens que nós havíamos feito juntos (a gente vive tanta coisa e só depois de um tempo que repara como o tempo passou rápido). E a conversa foi fluindo, até que eu acabei descobrindo que o primeiro menino que eu beijei...já está casado. Sim, casado. E o que foi que eu senti? Senti que eu estava ficando para trás.
        Como o tempo passa, as pessoas mudam, seguem em frente. Pena que eu sinto que estou sempre empacada no mesmo lugar. Ai hoje, ironicamente, eu vi algo no facebook que me chamou atenção. Eles colocaram os números do mês e as características que cada número leva, ou seja, você olhava o número da data do seu aniversário e lia as características. O que o meu falava de relevante para esse post? O seguinte (dia 02): "Precisa se casar, pois a vida de casado lhe trará muito mais tranquilidade, e onde encontrará um parceiro compatível e compreensível, sendo excelente marido ou esposa".
          A vontade de casar voltou depois disso, lógico. A minha revolta não era o suficiente para eu desistir de querer casar e ter filhos. Ai vem ele falar para mim: "Mas você é nova, está com pressa?" Lógico que eu estou com pressa, eu sempre quis isso pra mim, ainda mais com essa sensação de estar sendo deixada para trás. 
         Por fim, a última coisa que aconteceu ontem - que me deixou muito curiosa - foi uma conversa que eu tive com a mesma pessoa que falou para eu colocar mais vírgulas e pontos (e ai, melhorou as vírgulas e pontos hoje?). Resumindo, eu reclamei com ele, porque ele não havia me dado os parabéns no meu aniversário. E ele acabou dizendo que iria fazer algo melhor do que apenas me dar os parabéns, mas que isso iria levar alguns dias (a única coisa que me surpreenderia seria saber que ele estaria vindo para Brasília me ver). E depois dessa bomba que foi jogada, o que vocês acham que iria acontecer comigo? Fiquei o resto da noite na curiosidade, e até agora eu estou curiosa, e ele não me contou de jeito nenhum o que era. 
           Enfim...aqui jaz uma pessoa frustrada e curiosa.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Retorno

     Finalmente eu consegui terminar de ler o terceiro livro da saga Academia dos Vampiros...me revoltei com o final do livro (to frustrada) e as pessoas que não leram ainda tem a capacidade de ficar falando pra mim que isso que é o legal do livro, que tenha um desfecho diferente do que você esperava (isso me revolta), tá, eles podem pensar assim, mas eu espero que o quarto livro não me frustre mais do que já to. Agora irei começar o quarto livro (meu amigo disse que são 6 livros...mas o 5 e o 6 ainda não saíram em português). Quando eu fui pegar ele eu tomei um susto do tamanho que ele é, mas quando olhei o número de páginas, a diferença nem é tão grande se comparando os outros livros...acho que a espessura das folhas são mais grossas, e dá a impressão de que o livro é maior. Sim...dessa vez eu resolvi ler o prólogo...mas só porque era menor (paciência zero para ler prólogos)...e foi a melhor coisa que eu fiz, já que ele não consistia só em recapitular o que já tinha ocorrido, acrescentou alguma coisa. 
       Agora eu não sei se terei tanta paz assim para poder ficar lendo. Minha família voltou de viagem, o que inclui duas crianças que já estão grandes o suficiente para conseguir abrir a porta do meu quarto sozinhas. Lógico que eu adorei vê-las ontem, eu estava morrendo de saudades dessas falantes...e foi elas olharem para as minhas unhas pintadas e falarem: "pinta a minha unha?" (sorte que eu conseguir escolher a cor - rosa claro, porque ter que pintar unha de criança com laranja não rola). 
       Tudo foi perfeito...matei saudades, abracei todo mundo, recebi "feliz aniversário" atrasado (e lógico que agradeci a minha mãe o presente que ela me deu) e percebi que na medida do possível, tudo estava estável e bom o suficiente para eu conseguir relaxar com eles aqui de volta (sem sombra de dúvidas, ficar com a família é ótimo...mas ficar só você e a sua irmã durante um período de uns nove dias, sozinhas em casa, dá uma paz pro espírito - menos quando eu e ela brigamos). 
      Fui dormir e descansar (mesmo estando de férias, ainda sou ser humano e me canso mentalmente). Minha noite foi ótima, mesmo com sonhos estranhos e angustiantes...até que algo me trouxe de volta do mundo da fantasia, para algo bem real e concreto (que eu havia esquecido como era), uma das meninas chorando. Eu tinha a impressão de que aquele som de choro iria fazer a minha cabeça doer, então eu fiquei o máximo possível deitada (tentando dormir de novo), mas eu não consegui mais ficar ouvindo ela chorando e o pai falando: "Isso que você está mexendo não é brinquedo. Você vai ficar de castigo" (isso lembra a minha infância e dá um alívio já ter passado essa fase), então eu levantei logo da cama e para minha sorte...minha cabeça ainda está estável. Com a minha presença na cozinha, tiraram ela do castigo (não me pergunte porque a minha presença fez isso - não sei) e ela acabou parando de chorar. Adorei não ter que ouvir mais ela sofrendo (minha cabeça agradece), mas, por outro lado, o castigo foi necessário, limite é necessário.  
         Ai tudo o que eu consigo pensar no momento é: não chore de novo, não chore de novo.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Noitada

     Bom dia!! Por mais que eu tenha ido dormir 3:40 da manhã, acordei antes do que era o esperado, porque a gente sempre acorda mais cedo quando podemos dormir até não aguentar mais? Eu acordei já pensando: como seria bom se o motorista já tivesse conseguido ir sozinho para a rodoviária sem que eu tivesse que levá-lo (sim, preguiça ao extremo...mas como eu ainda não sai do quarto e ninguém me chamou, eu não faço a mínima ideia se ele foi ou não).
    Enfim...lendo esse título que eu coloquei pro post de hoje, é como se a minha noite tivesse sido a melhor...mas não. Sabe quando você se arruma e sai de casa (com a sua irmã dando uma de motorista particular e dirigindo o carro) achando que aquela vai ser a melhor noite do ano, e quando você chega ao destino...está lotado (tudo bem que Brasília está vazia, porque nessa época, cá entre nós...quem quer ficar em um lugar que não tem nada para fazer? Mas todo mundo que não viaja, vai para os bares existentes). 
        Então você segue a pessoa que te chamou para sair para outro bar (o que me frustrou porque eu queria comer kibe...era só o que eu queria) e ficamos um tempo lá. Só tinha gente estranha na mesa...Uma mulher linda de rosto, mas que ficava toda hora séria me olhando (eu tentei puxar papo com ela, eu juro...mas não fluiu, então eu deixei pra lá); um casal que estava mais em lua de mel do que em momento para sociabilizar; uma mulher que ficava toda hora levantando da mesa para cumprimentar todo mundo que ela via de conhecido e quando você ia conversar com ela, uma hora era simpática e outra hora fechava a cara (bipolar? mudança de humor frequente?);  um cara que falava pouco e tava toda hora bebendo e um muito engraçado (baixinho, com cabelo branco...assim eu não resisti e tive que perguntar quantos anos ele tinha).
       Depois eles resolveram ir para a sinuca...por mim, eu já teria voltado era para casa...mas acabei indo. Não me arrependi tanto porque o ambiente era muito mais legal (só tocava rock e tinha muita gente bonita). Acompanhada por todos aqueles estranhos, lá fui eu assistir eles jogarem sinuca (sim, eu não estava afim de jogar). Após longos minutos, minha irmã me cutucou (isso lembra facebook) e falou: "Vamos embora?" e ai chegou a melhor parte da minha noite...fomos comer (sanduíche com coca).
        Conclusão...eu não vou sair hoje!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Desejo de viagem

     Adivinhem só...Até eu conseguir postar o primeiro post aqui, eu fiquei editando milhões de vezes por causa de formatação (isso que dá ficar 4 anos tendo que fazer trabalho acadêmico e tendo sempre que ficar colocando o texto justificado) e por causa do erros de português (alguém já reparou que a gente estuda português desde que nos conhecemos por gente e ainda assim, a gente erra? É porque é difícil? É porque o ensino é realmente falho? Ou é por pura preguiça de tentar aprender a escrever certo?)
        Mudando de assunto...Hoje eu consegui recuperar o sono, acordei 10:10. Para falar a verdade eu acho que iria acordar só depois do almoço, mas lá foi a minha irmã me mandar uma mensagem no cel: "Eai, bora caminhar?". Mas e a preguiça? Por incrível que pareça...eu fui caminhar. Tirando aquele sol escaldante na minha cara e depois nas minhas costas...foi bom ver o dia (ficar o dia inteiro de frente ao computador não deve ser muito saudável). 
        Mas a melhor parte, foi ficar fantasiando que eu estava andando na praia...Aquela brisa no rosto, a areia macia, a água do mar batendo nos meus pés...tá, voltemos para a realidade...eu estava andando no asfalto quente, de tênis e podia sentir cheiro de tudo, menos de mar. Eu queria tanto poder viajar.
         Dai você pensa...preciso de um emprego para ter dinheiro e viajar...ainda mais depois que a sua mãe ficou falando que você só queria o dinheiro dela...é...fora de cogitação ficar pedindo dinheiro para alguém agora. Ai lá vai você entregar o seu currículo para todos os lugares imagináveis e inimagináveis que você acha que tenha alguma possibilidade de conseguir trabalhar. 
         E depois? Tudo o que você tem que fazer é esperar eles chamarem você para algum processo de seleção. Até as vagas de estágio que antes você não queria aceitar se candidatar porque é longe da sua casa...você já aceita.
         No final? Não...eu não vou para a praia...mas pelo menos consegui convencer meu pai de pagar a passagem em milhas para ir a São Paulo. E lá? Bom...lá eu vou ter que gastar o dinheiro que eu ganhei de mesada, de natal e de aniversário para ir aos barzinhos, comprar coisas inúteis que vão ficar guardadas no armário (eee sociedade consumista, até eu cai nessa depois de um tempo) e ter aquela sensação de felicidade imediata por ter adquirido objetos materiais. Depois, voltar para Brasília e ficar frustrada por ter gastado todo o meu dinheiro, por estar gorda (bares são o mal da humanidade) e feliz...por ter finalmente saído um pouquinho de Brasília.
          E quanto ao emprego e o dinheiro que eu quero ganhar? Ah isso? A gente pensa depois que voltar da viagem.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O início

          Alguém me diz como a gente começa a escrever um blog? Não faço a mínima ideia...para falar a verdade, eu já tentei fazer tantos blogs na minha vida e todos eu acabei desistindo. E nem sei porque eu resolvi criar isso daqui...acho que é mais como uma válvula de escape para os estresses e as coisas ditas "ruins" que acontecem na minha vida.
           Agora me diga...como uma pessoa (que está de férias) consegue ter a proeza de acordar 5h da manhã? Estou aqui no pc, sem sono, porém...cansada...teclando com uma pessoa que mora do outro lado do mundo que está saindo agora para almoçar, e eu aqui...sem nem saber o que eu devo comer 5h da manhã...acho que qualquer coisa já que o meu estomago não aguenta mais de tanta dor.
            Como é difícil me concentrar para escrever aqui. Quem nunca ficou perdido, nessa nova era tecnológica aonde tudo tem que ser rápido, instantâneo? Bom, eu fico. Não sei se eu mexo no facebook, se eu escrevo no blog, se eu fico vendo fotos legais no We Heart It...ou ainda se eu leio o terceiro livro da saga Academia de Vampiros (Tocada pelas Sombras) de Richelle Mead, para eu não ficar atrás de um amigo que teoricamente era para estar lendo o livro junto comigo. Mais lógico, ele é um monstro em rapidez e eu sempre (não adianta eu começar a ler o livro antes dele), sempre fico para trás...agora me diz, não tem como ler junto assim.
             E ainda fica o dilema né? O que fazer? Então vou terminar logo de escrever pelo menos esse primeiro post...para depois jogar Pet no Facebook (sim...isso vicia e eu não consigo enjoar) e depois eu vou terminar de ler o segundo capítulo do livro (enquanto ele já deve estar no meio do livro). Sinceramente? Eu até teria uma vantagem...acordar as 5h da manhã enquanto ele está do outro lado do mundo e agora, lá são 2:32 da manhã (ai olha...já me dispersei procurando no google que horas são agora em Chicago), provável que esteja dormindo já que alguém nesse mundo tem que trabalhar enquanto eu fico de férias (3 longos meses), então eu teria algumas horas para adiantar a leitura...mas eu não tenho culpa se eu tenho um ritmo diferente do dele!! E pode ter certeza que quando ele ler isso, vai ficar rindo de mim e me chamando de bobona...aposta quanto?
             Não sabia como começar um blog e agora já comecei.