sexta-feira, 27 de julho de 2012

Valente

   Valente é um filme em formato de desenho animado que está em cartaz nos cinemas. Eu o assisti semana passado e como gostei, resolvi fazer um post para ele no blog. O primeiro ponto a ressaltar, o fato de a personagem principal ter os cabelos cacheados, cheios e ruivos - a pessoa que me fez companhia nesse filme me perguntou depois que eu comentei isso: Por que será?
     O segundo ponto é a temática. Uma típica menina adolescente, futura herdeira do trono, resolve ir contra todas as expectativas que a sua mãe tem para o futuro.
    A história gira em torno das escolhas e vontades que a filha tem para com a sua vida e as escolhas que a sua mãe acha que é certo para uma princesa. Assim, a rainha chama três clãs para competirem entre si, o ganhador será o homem destinado a casar com a princesa. Como uma personagem não muito típica dos filmes antigos da Disney, a última coisa que a princesa quer é casar. Ela deseja liberdade, quer andar à cavalo, atirar flechas com o seu arco, escalar montanhas, comer o tanto que quiser, enfim...ser independente - acho que eu me identifiquei.
    Assim, com o passar o filme a princesa procura um jeito de mudar o seu destino, mas ela consegue um resultado inesperado, que ela não desejava - não darei spoiler aqui -, e a partir dai ela começa a viver uma experiência difícil, com muitos desafios. Ela consegue mudar a tradição do reino e também consegue enxergar e valorizar o que antes era apenas um incomodo.
   Outros personagens interessantes do filme são o pai, um bárbaro com a perna de pau, os trigêmeos pestinhas e muito espertos - irmãos da princesa, e a cozinheira que sempre passa por apuros.
    Eu recomendo o filme, acho que me surpreendi porque não sabia o que esperar do filme e também por causa da companhia. 
     

domingo, 22 de julho de 2012

O que é o amor?

    Ontem, eu resolvi criar uma conta no site http://ask.fm/. É um site que dá espaço para as pessoas fazerem perguntas e você responder conforme achar melhor ou simplesmente não responder. E hoje me fizeram a seguinte pergunta: O que é o amor para você? Assim, fiquei com vontade de escrever um post sobre esse tema. Eu nunca havia parado para escrever o que eu achava sobre o amor, apenas pensado, refletido e discutido um pouquinho com as pessoas sobre isso. Mas hoje eu escrevi e queria compartilhar com vocês o que eu acho.
   Amor para mim, é um sentimento, uma sensação, um estado que eu posso sentir por várias pessoas ao mesmo tempo e de formas de diferentes por cada um. Para melhor explicar o que é amor para mim, eu resolvi fazer três divisões. Mas deve-se ter em mente que nós podemos sentir vários tipos de amores, pela mesma pessoa:
    Amores românticos - aquele amor que você quer a companhia, mas só ela não basta mais. Você quer o toque físico, o abraço, os beijos, o corpo, o calor, o sexo. Você quer conversar com a pessoa todos os dias para saber como está o dia dela, você quer compartilhar a sua vida com ela e quer fazer parte da vida dela - tanto as coisas positivas quanto as negativas. Todo dia você quer conhecê-la mais, e quer mostrar o que você é.
    Amores dos amigos - aquele amor leve, suave, aquele que você sente só de estar na companhia de alguém e gosta disso. A companhia por si só basta, é o suficiente. Você sente saudades quando não tem esse amor, mas também não morre por dentro se não tiver, você simplesmente age para poder tê-lo de novo quando está longe. 
  Amores do familiares - aquele amor que sempre vai existir e independe do que aconteça (brigas, desentendimentos, distancia) nunca vai acabar. Pode até ficar bloqueado em algum momento por sentimentos intensos de raiva, medo, mas logo ele aparece de novo. E você se sente capaz de fazer tudo por essas pessoas.



     Por fim, eu gostaria de expor a diferença de paixão e amor. Paixão, na minha opinião, de acordo com as minhas experiências vividas, é um estado em que você se acha cego, você só enxerga a pessoa (seu objeto de paixão), você vive por ela e abre mão da sua vida para estar sempre junto da pessoa amada. Diferente do amor, o amor pra mim, é um estado mais saudável, onde você compartilha com a pessoa e não vive por ela. Você tem a sua vida, ela tem a dela e vocês juntos, criam uma terceira vida, mas sem nunca esquecer que existem e precisam de espaço para suas individualidades e privacidade. 
    Depois de toda essa explicação - fez algum sentindo para vocês? -, eu gostaria de destacar que essa divisão não é hierárquica. Pra mim, não existe um amor mais importante do que o outro, talvez apenas amores com intensidades diferentes dependendo de como eu estou me sentindo no dia e de quais são as minhas prioridades/necessidades mais urgente. Não gosto quando alguém me pergunta: Você gosta mais dela do que de mim? Porque meu coração é imenso e eu consigo gostar de várias pessoas ao mesmo tempo, a diferença é a energia que eu disponho para dar mais atenção para uma do que para outra. 
    Para mim, cada pessoa é legal para alguma coisa. Uma pessoa é mais divertida para conversar sobre livros, a outra é mais divertida para poder falar de segredos e sentimentos, outras são legais para bater papo furado e rir, e outra você quer estar junto e ter um contato mais físico - beijar, abraçar. Não consigo medir amores entre pessoas que me proporcionam coisas diferentes.
      E aí, concorda ou discorda?



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Despedidas

   Ontem eu tirei uma folga desse mundo virtual. Tive muitas coisas para resolver e decidi me afastar um pouco, por qualquer motivo inconsciente que eu não tenho a mínima ideia de qual seja. 
   Dormi com dor de cabeça e acordei com a sensação de que meu corpo deveria estar dolorido, mas não estava - só a gripe que resolveu aparecer. Tomei café da manhã e pensei: entrarei na internet. E a primeira coisa que eu vejo na internet, é uma mensagem, que me obriga a lembrar o porque da minha decisão, e comprova que o que eu fiz, racionalmente, foi o certo. Mas porque eu não sinto que era isso que eu queria? 
    Achei que ia sentir alívio, mas tudo o que eu senti foi tristeza e saudade. Você não sabe se está bem resolvida, até bater de frente com o estímulo que te machucou. 
    Despedida...foi o tema, na minha vida, este semestre. Até agora foram três despedidas, mas por sorte, as pessoas só foram embora fisicamente. Como eu estaria me sentindo se a alma delas também tivessem ido embora?
    O que você sentiria se a minha alma fosse embora?

sábado, 7 de julho de 2012

@mor

    Finalmente, eu resolvi fazer um post para o livro @mor de Daniel Glattauer. Um dia, eu estava andando pela Livraria Cultura, acompanhada de um "devorador" de livros, olhando as estantes e com a mão coçando para comprar algum livro que falasse de romance. Quando eu expressei essa minha vontade, meu amigo já foi até a prateleira e pegou esse livro, disse que não havia lido, mas as críticas dos blogueiros falam bem sobre ele. 
     A princípio, eu admito, não parecia ser o livro mais atraente de todos. A capa não chamava muito a minha atenção, mas o fato de ser uma história que gira em torno de diálogos, entre duas pessoas, que tem como meio de comunicação o email, meus olhos brilharam, minha cabeça processou e eu verbalizei: vou comprar.
    Sim, foi uma compra compulsiva, como com qualquer outro livro - acho que sou meio doida nesse aspecto, nem li a sinopse e fui em direção ao caixa pagar mais um produto que gerou felicidade instantânea e imediata. 
    Eu achei que por ser em formato de email, a linguagem seria mais coloquial e a leitura rápida. Mas eu me enganei, os personagens tem personalidades fortes e marcantes, logo, a forma de escrever deles é mais rebuscada do que eu esperava. Um fato que provavelmente influenciou o autor a usar uma linguagem menos coloquial, é a idade dos personagens, o Leo e a Emmi - ambos são adultos já vividos e experientes. 
    A forma como eles se conheceram foi engraçada, mas eu  não quero entrar muito a fundo na história, porque posso acabar dando spoilers aqui. A relação dos dois vai sendo construída ao longo do livro e a intimidade cada vez mais crescendo, juntamente com a vontade de se encontrarem pessoalmente. Aparecem elementos de dúvida, interesse, ciúmes, confusão, raiva, e o que eu achei mais interessante, é que o autor focou bastante na relação virtual dos dois, e pouco na vida concreta. Tentou explorar esse universo cibernético, tão presente nas nossas vidas.
      Eu gostei muito do livro por ter me identificado com ele. Não me identifiquei com o começo, mas ao longo da narrativa, eu consegui enxergar a relação que eu tenho com um grande amigo virtual - 5 anos de amizade, ou faz mais tempo? Eu lia o livro, e podia viver o que eu vivi com ele todos esses anos, conversas fúteis, banais, profundas, inteligentes, angústias, raivas, amores, segredos, confidencias, separação, reencontro, saudades, paixão, ódio, equilíbrio, mas tudo isso no campo do virtual. E eu acho que isso torna especial, a nossa relação cresceu e se estabeleceu na base das nossas fantasias, do nosso imaginário...e talvez, se essa relação fosse para o mundo do concreto e do real, essa amizade mudaria e não seria mais a mesma coisa.
   O Leo manda emails repetindo três vezes o nome da Emmi, como ele já fez tanto comigo. E eu fiquei encantada por finalmente ter achado um livro que eu posso concluir: esse livro, sou eu, inteiramente.
      Um trecho do livro, que se encaixa perfeitamente na minha vida, é quando a amiga da Emmi se pergunta porque a Emmi necessita "de um parceiro-de-e-mail-permanente-e-intensivo que consuma seu tempo e suas energias?" Uma relação virtual, por mais comum que seja, ainda gera questionamentos, se são necessários, principalmente relacionamentos longo, intensos e as vezes conturbados. Quantas pessoas não me questionaram e perguntaram se era saudável o que eu estava fazendo?
      Hoje, eu já vejo como a nossa relação é especial, assim e sempre será, essa relação virtual, porém intensa, diferente de qualquer outra.  Com o tempo eu entendi que essa relação deve permanecer nos moldes que foi construída, uma amizade que nunca vai ser esquecida. De longe, eu torço para que essa pessoa seja feliz e conquiste tudo o que deseja, e que a nossa amizade dure o que tiver que durar, mesmo com todos os nossos desentendimentos, distância e falta de tempo para conversar como conversávamos antes.
     Concluindo...o livro acabou com dúvidas, perguntas em suspenso. Terminou com uma sensação que eu mesma tive e senti na pele. Sim, terá uma continuação para o livro, e eu espero ansiosamente por ela. 
    Na minha fantasia, as vezes, eu ainda tenho vontade de que a gente se encontre e espero que os personagens consigam isso, porque assim, talvez, eu supra os resquícios que ainda existem dessas fantasias.