A primeira coisa que eu aprendi nessa viagem foi: Não leia o livro que você esta levando com você, na fila do check-in. Porque você chega na melhor parte do livro, na parte mais esperada, e ai você tem que parar para dar documento de identificação, etc. Isso se você não estiver na fila para despachar a bagagem e descobrir que deveria ter ido fazer o check-in na outra fila (sorte que o funcionário foi legal, e já fez tudo pra mim).
Dentro da sala de embarque tentei ler mais, mas era impossível ler com tanta gente falando e já fazendo fila para entrar nos portões (acabei desistindo). E vou contar para vocês...o melhor lugar que eu achei para ler, foi quando eu estava voltando de metro sozinha (a minha irmã tinha ido para um sítio e eu fiquei no bairro da liberdade - vendo a feirinha de domingo), para a casa do meu irmão.
Se eu pudesse, teria andado todos os dias sozinha de metro, porque com a minha irmã é muito estresse. Ela é muito ansiosa e isso me deixava mais ansiosa ainda. Eu gosto de olhar as pessoas (se bem que a gente acaba olhando mais para o chão, porque as pessoas não gostam muito de ser encaradas), a paisagem (sim...quando o metro é construído em cima, e não aquelas paredes cinzas/pretas dos tuneis) e o simples fato de andar de metro já me anima (já que eu não ando de metro em Brasília - pera ai, tem metro aqui? Quase nenhum).
Mas, como tudo na vida, tem seus prós e contras. Aquele barulho ensurdecedor que faz quando o metro entra no túnel (com certeza devem usar aquele barulho em filmes de terror, ou filmes que querem deixar as pessoas surdas) é uma das coisas ruins. A outra é quando você pega na hora do pico e tem que ficar espremida no meio de tanta gente, sentir o suor e o calor produzido de todos os corpos que estão tentando ocupar praticamente o mesmo espaço.
E os bancos? Nem se fala. São minas de ouro. Pouquíssimos; só teve um metro que eu vi mais bancos, o novo, na linha amarela - lindo. Todo mundo fica encarando e competindo para ver quem vai sentar nos bancos. As vezes, prefiro ficar em pé, do que sentar nos bancos preferenciais (sempre vai ter alguém que se enquadra nas pessoas que tem preferência).
Comentários a parte, o primeiro dia eu cheguei já era 20h da noite. Sai do aeroporto e falaram para eu ficar embaixo de um relógio esperando a carona. Mas tinha relógio? Não. Vieram me falar que tiraram. Então andei um pouco sem rumo, procurando um outro lugar de referencia para poder me encontrar com meu irmão e sua mulher. Só que quando o meu irmão saiu do carro, eu tomei um susto, ele esta muito mudado.
Fomos ao shopping Anália Franco (acho que era esse o nome), para jantar. Depois fomos ao mercado que tem dentro do shopping, para comprar o que iríamos comer nos dias seguintes. Meu irmão e a mulher dele não ficam em casa (saem 07h para voltar 00h), então eu e minha irmã teríamos que nos virar.
Chegamos na casa deles e demos de cara com dois cachorros e uma gata. Eu não gostava de gatos, até então. Mas me apaixonei pela Iris. Ela deitava em cima da minha barriga para eu poder ficar fazendo carinho nela, isso quando ela não deitava no meu travesseiro (junto comigo) e dormia. O ruim dessa história, é que as minhas roupas ficaram cheias de pelo de gato.
E o dia acabou com eu dormindo e me preparando para o dia seguinte.
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