domingo, 22 de janeiro de 2012

Bairro da Liberdade

  Resolvi que esse post será o último sobre a minha viagem, já que nos últimos três dias, tudo o que eu fiz foi ir para o bairro da liberdade. Minha amiga tinha planejado vários passeios por São Paulo, para não ter que ficar indo sempre na liberdade, já que toda vez que eu viajo para lá, eu tenho que ir pelo menos um dia. Mas, como tudo na vida, nem sempre tudo sai como a gente planeja. Resumindo, liberdade três dias seguidos.
 O diferencial do domingo para os outros dias na liberdade, é uma feirinha que vende colares, anéis, luvas, pedras, enfeites, etc., que geralmente não vende nas lojas que todos os dias estão abertas. Lá fui eu, esperar a minha amiga (a mesma que estava no bar) para ir gastar dinheiro. Nesse dia a minha irmã resolveu sair com um amigo dela para um sítio, e como eu tive que deixar ela cedo na estação de metrô, lá fui eu levando o meu livro comigo (foi nesse dia, na volta, que eu li no metrô).
   Sentei em frente a saída do metrô, em um banco de cimento (do lado de otakus estranhos) e comecei a ler. Eu estava muito entretida com a leitura, e só me dei conta que tinha um homem, quase sentado no chão do meu lado, quando ele veio falar comigo. Disse que eu parecia a filha de 14 anos dele, lendo o livro - eu tenho cara de menina de 14 anos? Reparei que ele estava bêbado logo de cara. Começou a desabafar sobre a vida, falando que estava separado e que tinha bebido todas na noite anterior. 
  Fiquei um bom tempo ouvindo ele falar da vida dele, enquanto minha amiga não chegava. Finalmente, ela chegou e eu tive um motivo para sair dali. O coreano bêbado ficou tentando conseguir o número do meu celular, mas por sorte eu consegui desconversar. Para o nosso azar, estava chovendo, e ficamos o resto do dia com os sapatos ensopados. Depois que andamos e eu gastei dinheiro, fomos almoçar yakisoba. Não foi o melhor que eu já comi, mas deu para o gasto.
  Depois a gente foi para a casa do ficante dela e ficamos morgando lá. Ele ia fazer uma tatuagem, então iríamos acompanhá-lo. Descobrimos que o tatuador não iria estar lá naquele dia, então eu fiquei um pouco na net e saímos para ir tentar jogar sinuca. Quando eu entrei no carro, eu capotei. Já estava sonhando quando eles me acordaram falando que o lugar estava fechado e se eu queria fazer alguma coisa.
   Tudo o que eu queria mesmo, era dormir. Então eu fiquei no metrô para voltar para a casa do meu irmão. Quer mais azar para um dia do que pegar chuva e fica toda ensopada? Não ter a chave para entrar na casa do seu irmão e ter que ficar do lado de fora esperando alguém chegar. Por sorte a minha irmã já estava voltando do sítio e iria me encontrar no metrô (ela estava com a chave). 
   No dia seguinte, eu fui com ela de novo na Liberdade, já que ela queria ter ido no dia anterior e não deu. Então o dia se resumiu de novo a andar, gastar dinheiro e, por sorte, não pegamos muita chuva. No último dia de viagem, minha irmã queria ir na Liberdade de novo para comprar duas coisas que ela tinha visto no dia anterior e não havia comprado. Eu aceitei, mas só porque a minha amiga queria me encontrar no metrô e me dar um livro de presente de aniversario (não tem como recusar presente, ainda mais se for um livro),  aproveitei e me despedi dela. 
   Acabamos comprando presentes para minha mãe, meu padrasto e meu pai. Almoçamos lá mesmo no Mc Donald's (barato, tinha lugar para sentar e foi a primeira coisa que eu vi - minhas pernas já estavam tremendo e isso sempre acontece quando eu estou com muita fome). O ruim do bairro da liberdade, é que não tem muito lugar para sentar...então se você quiser comprar um sushi em algum mercado, vai ter que comer em pé. Ou então vai ter que almoçar em algum restaurante que tenha cadeiras e mesas.
  Voltamos cedo para a casa do meu irmão. Tínhamos que terminar de arrumar as malas e pegar um táxi o mais rápido possível, já que a gente não queria pegar transito e nem bandeira dois, senão teríamos que pagar muito mais do que nós já pagamos (70 reais). E não, ninguém podia dar carona para a gente até o aeroporto de Guarulhos.
  O problema é que nós chegamos lá às 18h, e o nosso voo só saia 23:40. O que fazer quando se tem tanto tempo para esperar? Comer e jogar cruzadinha. Nessa altura do campeonato, eu já tinha terminado de ler o livro que tinha levado, que por sinal eu gostei muito. Então, eu tive que ficar fazendo palavras cruzadas mesmo. Eu cheguei a entrar um pouco na internet lá, mas é um roubo...a cada 1 minuto, eles cobravam 0,40 centavos. Quando você vê, o seu dinheiro já foi embora.  
   Dessa vez a gente fez o check-in no autoatendimento e despachamos a bagagem 4 horas antes de embarcar. Por sorte o nosso voo não atrasou, e já estávamos quase dormindo sentadas quando começaram a chamar para embarcar. Entramos no avião e não tinha quase ninguém. Também, quem vai para Brasília, essa hora da noite, em plena terça-feira? 
   Resumo da viagem: tenho que fazer dieta, voltar para a academia e economizar dinheiro.
   
   

Nenhum comentário:

Postar um comentário