quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Eu, Ele...Nós

   Eu estou fisicamente na faculdade. Já a minha mente e o meu corpo estão transbordando de tantas emoções, angustias, questionamentos, interpretações, fantasias, desejos - nem sei mais sobre o que meu professor está falando, algum bla bla bla sobre operacionalização da queixa e análise funcional.      
 Acabei fugindo para a fantasia, porque resolvi ler as os posts Cartas do Herr Kaffee (http://pensecafe.blogspot.com.br/search/label/Cartas). Elas tem como temática o romance entre um casal, mas o final surpreendeu, adorei o desfecho. E me fez pensar sobre a ambivalência da fantasia e da realidade. Acabei parando para refletir sobre o meu namoro.
   O começo de qualquer namoro, penso eu, se configura na base da fantasia, das expectativas, da novidades, do conhecer o outro. Por isso é a fase mais avassaladora de uma relação, eu sempre sinto que tudo é possível. Sinto como se eu pudesse ficar com a pessoa todos dias, todas as horas, que eu nunca enjoaria, que ele poderia me acompanhar todos os dias até a minha casa (mesmo morando do outro lado da cidade), sinto como se todos os dias fossem finais de semanas, dias leves e com muita diversão, nada me atrai mais do que estar e conviver com a pessoa...aquele desconhecido e estranho que com o passar do tempo se torna tão conhecido e essencial nos meus dias.
    Os dias vão passando, e as situações do cotidiano começam a aparecer e entrar em conflito com as fantasias que antes estavam embasando o relacionamento. Ele começa a ter que parar de mandar mensagens e parar de ligar, porque a conta do telefone está cara. Começamos a nos ver apenas nos finais de semana, porque durante a semana não temos mais tempo. Ele começa a ficar desanimado com a rotina, angustiado por não conseguir atingir os seus objetivos de forma rápida, e estressado por vinte e quatro horas não serem mais suficientes para estudar todas as matérias que lhe são exigidas. 
     E a partir dai, eu entro em conflito, de um lado tem o que eu queria que fosse e do outro lado tem o que realmente é. Preciso me adaptar as situações, preciso ter paciência para entender o que ele está sentindo, mas ao mesmo tempo sinto necessidade de expressar o que eu sinto, de falar que é difícil me adaptar, de mostrar que se a relação mudar muito posso começar a querer exigir dele o que ele não pode me dar no momento.
    Paro de pensar, e tento respirar. Não quero jogar para o alto, algo que é tão grandioso e que me trás tanta felicidade, só por causa do primeiro obstáculo que surgiu, vou continuar lutando por ele, por mim e por nós...eu sei que tenho energia pra isso, pra tudo. Mas penso...como eu queria que a realidade tivesse demorado mais tempo para chegar.
   

domingo, 26 de agosto de 2012

Bienal do Livro - São Paulo

  Quando eu cheguei da minha viagem, no dia 19/08/2012 eu pensei: vou escrever um post sobre a minha ida à Bienal, mas como uma boa aluna/profissional (rsrsrs), infelizmente não tive tempo de digitar nada. E agora, cá estou, no estágio, começando a escrever o post. Mas só vou conseguir terminar no final de semana, já que as fotos estão no meu computador.
    Mas voltando ao assunto, Bienal de São Paulo. Quando eu vi um monte de guichês para poder adquiri a entrada para o paraíso dos livros, já consegui ver a diferença de SP para BSB. Sim, o local era grande, com as editoras e livrarias que nós vemos pelas ruas/shoppings e algumas estandes semelhante a sebos, com livros de diversos tipos, bagunçados e com preço pequeno. O chato desse tipo de estande, é que você tinha que ficar procurando muito tempo até achar algo de interessante.












<== Entrada da Bienal.

    No primeiro dia, fui direto para a Comix comprar o resto dos mangás que estavam faltando para a coleção de Slam Dunk. Depois eu fui puxada para participar de um evento de blogueiras e acabei lucrando. Ganhei uma caneca, bottons, chaveiro, marcadores de livro (um de metal todo trabalhado e outras de papel), e um bloquinho de notas com uma caneta. E, para a editora lucrar com o evento, eles fizeram desconto de 50% para alguns livros que eram lançamento. Resultado? Sai com quatro livros comprados desse estande.      
    Logo em seguida, eu parei em um estande que eu adorei, não por ser grande ou por ter livros interessantes, mas sim, porque os escritores dos livros estavam lá, conversando com as pessoas que passavam e contando um pouquinho sobre seus livros. Acabei sendo convencida a comprar o livro de uma escritora que estava lá, que me incentivou a continuar escrevendo meu livro.
    Sai da Bienal e fui para a starbucks, e acabei comprando um copo que eu apaixonei, olha ele ai. E lógico, tomei um frapuccino com base de café e doce de leite, tava tão gostoso. Porque Brasília não tem uma loja dessas?

Frapuccino




                                         
    Essa foto que está sem legenda, é o copo que eu comprei na Starbucks (um a zero para o blog, não consegui colocar a legenda e deixar o texto formatado).
   No segundo dia, eu fiquei por conta de comprar livros para dar de presente. Comprei um sobre mitologias japonesas (para o meu namorado) e comprei dois livros de história infantil para cada uma das minhas irmãzinhas. E nesse meio tempo, eu achei um livro que falava sobre Psicologia e Cinema, então acabei comprando (estava com um preço ótimo).
     Ao final da viagem, eu estava com os pés doendo, com as costas tortas de tanto peso que eu carreguei, cansada, com a dieta toda desregulada, pobre, zerada...mas valeu muito a pena.


    

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Viagem

   Oi pessoas, como vocês estão? Eu estou aqui no meu estágio, sem fazer nada e resolvi escrever um post. Hoje a noite, estarei embarcando no avião para São Paulo. Destino? Bienal 2012. Como eu nunca fui, tudo será novidade para mim. Me falaram que tem promoção de livros por R$ 10,00, acho que vou voltar com Zero na mesada e com muitos livros *assim espero*. 
   Preciso levar, junto comigo - além da mala física -, minha calma e paciência para pensar em quais livros e mangás vou querer comprar. E, como uma pessoa espertar, juntarei o útil ao agradável, convenci meus amigos de irem na Bienal me visitar, também espero voltar com fotos. 
   Como qualquer viagem, a ida me proporciona sentimentos de saudades. Minha mãe então, estava com cara de choro desde a hora que acordou - coincidentemente, eu e a minha irmã resolvemos viajar para o mesmo lugar, no mesmo dia, mas para fazer coisas diferentes. Mas por ser apenas uma estadia curta - só o final de semana - não tem tanto tempo assim para pensar em sentimentos negativos, é só matar as saudades quando voltar, certo?
    Assim que eu estiver pisado em Brasília, farei um post com as fotos que eu tirei tanto dos livros, quanto dos amigos e do ambiente. E não posso me esquecer de enviar um email desejando feliz aniversário  (segunda-feira) para um amigo meu - que sabe-se lá qual é o paradeiro dele...sumido a mais de uma semana.
    Agora deixa eu sair daqui e dar uma estudada na teoria do Lacan para apresentar quarta-feira na aula da faculdade.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Medo é normal

    Depois da noite de ontem, que mexeu muito com o meu coração positivamente falando...hoje, eu acordei com medo. Sim, medo. Medo, porque seria o meu primeiro dia no estágio. 
     As pessoas falam que onde há medo, há desejo. Nesse caso, concordo plenamente com essa frase. Mas além do medo, também vem a ansiedade: de saber fazer o que vão me pedir, de como me portar e de como ter que explicar, já no primeiro dia, que não poderia ficar lá até as 18h porque eu tenho aula na faculdade (pretendendo trocar o horário de hoje, para de manhã).  
     O que fazer? Enfrentar os medos. E não é verdade que a sensação acompanhada do enfrentamento do medo é gostosa? Aquela sensação de poder, de força, de ter conseguido - orgulho.
      E eu consegui. Cheguei lá, entreguei os últimos documentos necessários para a minha contratação. Depois uma pessoa - muito simpática, tentava me tranquilizar a cada minuto, falando que o trabalho é tranquilo - se encarregou de me buscar na sala de RH para ir ao andar onde ficava o estagiário de Psicologia.
    Eu conheci todos os funcionários que trabalham perto da minha sala  - sim, eu tenho uma sala, com computador, mesa, ar-condicionado, cadeiras, armários e coisinhas legais de escritório (canetas, papéis, grampeador, clipes, cola, etc.) -, todos foram muito simpáticos e receptivos. Me deram boas-vindas e me desejaram o melhor - a forma como me trataram me deixou mais seguraça.
    Mas as psicólogas, minhas supervisoras, não estavam lá hoje. Então, ainda não sei realmente o que eu vou fazer - a outra estagiária que vai me ensinar essa semana. Conclusão, eu não precisava sentir toda a ansiedade esmagadora no meu peito, não para hoje ("não sofra por antecedência Ange"), quem sabe para algum outro dia em que apareça desafios.

Você

   Esse post é totalmente e 100% dedicado para uma pessoa muito especial que entrou na minha vida esse ano. Uma pessoa, que se pudesse, ficaria todos os dias do meu lado *fisicamente falando*. E hoje, ele me pediu em namoro *-*, estou tão feliz. Eu ganhei uma caixinha vermelha cheiaaa de tsurus e com um poema lindo que ele escreveu, me pedindo em namoro. 
    Não sei escrever poemas, mas vou expressar o que eu sinto, com as palavras que eu consegui achar e encaixar aqui. Sei que as palavras, nunca vão conseguir falar tudo, de forma completa, o que sentimos. Porém, espero que essas aqui te toquem de alguma forma, porque estou escrevendo-as com muito carinho.
     Sabe...você consegue me fazer enxergar o mundo de outra perspectiva, conseguiu me mostrar que existe a paixão saudável, que eu recusava admitir que existia, e me lembra constantemente de que eu não preciso correr contra o tempo, que o ideal seria viver o momento com mais intensidade. 
     Em você, eu me achei, literalmente, porque somos tão parecidos e isso é tão gostoso de sentir (Nós somos tão...nós). Adoro passar o meu tempo com você, com as nossas risadas, brincadeiras e bobeiras de todos os dias, com as nossas sintonias, sincronias, pensamentos comuns e os divergentes.
  E acima de tudo, eu espero que continuemos com essa amizade deliciosa que nós construímos. Aquela na qual a gente pode sempre contar um com o outro, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença (ok, parei, lembrei dos votos de casamento kkkkkkk...quem sabe um dia não é?)
    Enfim, estar com você me faz bem, me deixa mais radiante e mais feliz. E eu desejo que a nossa relação continue linda como ela é hoje. Se eu fosse te resumir em uma palavra, eu diria que você é meu companheiro (de todas as horas). 
    "Aceitas, meu amor comigo ficar, até o dia da nossa morte?"