segunda-feira, 20 de maio de 2013

Divã

   

    Hoje eu tive uma experiência nova e interessante, atendi um cliente que deitou no divã. Durante a sessão, fiquei com uma sensação estranha, como se eu tivesse que fazer movimentos, ou barulhos sutis, para o cliente saber que eu ainda estava li, escutando ele e entendendo as suas questões.
      Ainda senti a necessidade de olhar mais para o rosto do cliente, sensação de que eu não entenderia o que ele estava querendo transmitir, se não tivesse o contato face a face. O que ao final da sessão se tornou apenas um mito, consegui entender plenamente. 
      Pude observar de forma clara, o surgimento de temas novos que não haviam surgido nas sessões anteriores. Ou seja, ele trouxe muitas associações livres, muito mais se estivesse olhando as minhas reações frente as suas angústias e questões.
     Como imaginado, ao final, ele disse que de certa forma foi estranho não ver as minhas reações, não saber se eu estava gostando ou não do que ele estava falando. Mas, concluiu dizendo que a sensação é de falar consigo mesmo, um diálogo interno.
     Aqui, eu fiquei satisfeita, consegui ser o que um Psicólogo deve ser, um lugar, apenas um lugar, onde o sujeito possa falar do que gera sofrimento, das dores, das mudanças, alegrias, tristezas, conquistas. Enfim, um lugar vazio, que ressoa o que o sujeito fala, mas não escuta.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

    Um dia ela me perguntou qual comportamento dela, que me deixava com mais raiva. E hoje, eu sei responder claramente, já que ela fez isso: o que me dá mais raiva nela, é o fato de ela não parar para escutar o que o outro tem para dizer. Ela já eleva a voz se defendendo e querendo mostrar que está certa, e não deixa o outro dar a sua opinião ou exprimir o que sente.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

         Sabe qual é a parte boa do final do dia? Poder ficar sozinha apenas com os meus pensamentos.