domingo, 30 de dezembro de 2012

Festa Surpresa

      Meu aniversário, como alguns já sabem, é dia 02 de Janeiro. Mas, ontem eu ganhei uma festa surpresa de pessoas muito especiais. Nossa, como eu fiquei feliz. Recebi muitos doces de presente, um livro, cartinhas e mensagens no celular de pessoas que não puderam estar lá. Tinha cachorro quente, pipoca de sal e de doce, bolo, brigadeiro e balões personalizados de bichinhos...até tinha um pikachu.
        Segue abaixo algumas fotinhas da festinha:






























         Depois da festa, eu estava voltando para casa com meu namorado, quando nos deparamos com um problema...o pneu do carro furou. E lá fomos nós, trocar o pneu do carro, naquele frio, em uma curva onde muitos carros passavam correndo. No final, deu tudo certo, cá estou com vida e feliz.
        Eu queria estar mais inspirada hoje, para escrever mais. Mas, acho que as minhas questões existenciais, ficarão para serem expostas em algum outro post.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desejo de adolescente

     Sabe aquela sensação esmagadora? Aquela...de que você está vivendo uma vida mísera, sem emoções, pacata, chata, cheia de responsabilidades e nada de diversão? E quando você se depara com essa sensação depois de anos? E ai cria aquele nó na garganta, e você tem vontade de chorar. 
     Você para pra pensar e chega a conclusão de que é ridículo chorar por algo assim, mas mesmo assim as lágrimas escorrem. Não é aquele choro desesperador, é um choro que dói, um choro silencioso, que ninguem nunca vai saber que aconteceu.
     É o que eu senti agora a pouco e isso me fez lembrar um desejo de adolescente que eu tive, que hoje foi revivido. Um desejo de estar na vidinha pacata e de repente, surgir algo de diferente, algo que não era esperado e que mudasse o rumo da minha vida, naquele dia, algo que me desse euforia. Acho que esse desejo está muito ligado aos filmes que eu assisti, principalmente aqueles romanticos quando a menina menos espera, aparece um cara lindo, gostoso, inteligente que se declara para ela.
     Mas, pelo jeito, esse desejo de algo diferente surgir, não aconteceu hoje. Quem sabe um dia não é? Não que eu esteja reclamando da minha rotina. Eu gosto dela, mas hoje essa sensação acendeu em mim de novo...ai ai, como eu gostaria de estar fazendo qualquer outra coisa, que não estar sentada nessa cadeira, nessa sala com as paredes brancas e uma janela na minha frente, fazendo nada.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Feliz Natal

        Natal...aquela festa que muitas pessoas esperam o ano todo (eu sempre espero). Mas, esse ano foi diferente para mim. Continue trabalhando (e estou nesse exato momento no meu estágio) e não tive mais aquela sensação de férias contínuas.
        Os anos anteriores sempre me proporcionaram uma sensação: que o Natal era grudado no Ano Novo e no Meu Aniversário. Os dias passavam tão rápido, que não dava tempo de respirar entre uma festa e outra, eram comemorações e felicidades seguidas. 
        Esse ano não...consigo enxergar o intervalo entre as festas, a possibilidade de ir trabalhar depois do Natal e a necessidade de ir à academia depois de ter comido muita rabanada e doces (sim, hoje eu vou malhar de tarde).
         Eu não diria que as comemorações deixaram de ser especiais só porque eu estou trabalhando, eu apenas diria que é uma sensação diferente da que eu estou acostumada a sentir. Mas, acho que a partir desse ano, os outros anos serão assim. Me formarei em Agosto,  não terei mais as férias de 03 meses da faculdade...é, acho que estou vivendo o luto de perder esses benefícios de estudantes.
         Trabalhar é muito bom, você se sente útil, produtivo, ativo, jovem, forte e recebe dinheiro em troca do seu serviço. Mas, junto com essa fase, chegam mais responsabilidades, você tem que ser mais responsável, não existe mais espaço para a impulsividade, você amadurece, começa a ver o mundo de outra forma. Você começa a querer estar com alguém que vá poder construir uma família com você, começa a querer investir na sua futura casa, no seu emprego, no seu futuro carro, na sua poupança para a aposentadoria (eu já penso nisso desde meus 19 anos), enfim, estou passando por muitas mudanças esse ano, deve ser por isso que sinto o Natal de uma forma diferente.
        Eu tenho um amigo que fala que eu trabalho demais, ok, talvez isso possa até ser verdade, mas isso me dá satisfação. Porém, quero que ele saiba, que quando eu posso eu paro, quando eu posso eu fico lá no facebook fazendo nada com nada, paro e leio meus mangás, meus livros, durmo e vou ao cinema sozinha. São essas coisinhas que me dão prazer e me relaxam, como agora, escrever aqui me dá prazer.
      Feliz Natal atrasado para todos, esperam que tenham ganhado presentes como eu e tenham comido muitos doces gostosos *-*.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Dia 21/12/2012

   Parece que o calendário Maia acaba hoje, e por isso muitas pessoas acreditam que será o fim do mundo. Realmente, esse é aquele típico assunto polêmico que ou você acredita logo quando escuta ou você pensa: "eu só acredito vendo".
    Eu gosto de acreditar no seguinte: se for o fim do mundo, que seja, mas eu não deixarei de viver, porque alguém, em algum lugar do mundo, interpretou que o fim do calendário Maia seria o fim do mundo. Não estagnarei, porque se existe a possibilidade do sim, também existe a possibilidade do não. Então, eu preferi viver esse ano com tamanha intensidade como eu vivi os outros, realizei tantas coisas, mudei e revi valores, conceitos, ideias, simplesmente vivi.
    Creio que muitas pessoas chegaram a tirar suas vidas com medo da data de hoje, tanto que me contaram que a Nasa fez um estudo para provar que não seria o fim do mundo, com o intuito de tentar acalmar a população. Mas, papo vem e papo vai, acho que devem ter algumas pessoas tensas hoje. E espero, que ao final do dia, elas consigam relaxar e ver que o mundo não acabou.
    O mundo acabando ou não, o que eu posso tirar dessa experiência é a seguinte reflexão: viver o dia de hoje, como se não houvesse o amanhã, viver intensamento cada momento. Hoje, pode até não ser o fim do mundo, mas, infelizmente, nós que ainda estamos vivos, um dia iremos embora podendo ser semana que vem, ou daqui a alguns anos.
     E é por isso que eu decidi presentear todas as pessoas que estiveram ao meu lado esse ano, mostrar para elas o que eu realmente sinto e continuar realizando os meus sonhos a cada dia, passo por passo.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Fruits Basket

    
       Lembro quando eu tinha 15 anos de idade, estava sentada em frente ao portão lateral verde da minha escola, esperando meu namorado sair da prova para irmos embora. Nós éramos muito diferentes um do outro, e uma dessas diferenças era o meu gosto por animes e mangás, já ele preferia ir para festas e beber do que se prender a leituras.
       Nesse dia, esperando por ele, eu vi uma menina com o cabelo bem curtinho, preto, usando óculos, com a camiseta do anime Fruits Basket. Fiquei tão feliz por achar alguém com o mesmo gosto que eu, e isso acabou me impulsionando para ir conversar com ela. Descobri que ela e sua amiga (até então, eu não sabia que elas eram mais do que amigas) estavam acompanhando a leitura do mangá Furuba. 
    A partir desse dia, eu formei duas amizades que ao longo do meu Ensino Médio, foram muito importantes para mim. Começamos a ir nos eventos de anime juntas, faziamos aula de basquete na escola e acabamos colecionando o mangá Slam Dunk, que tinha tudo a ver com o tempo que estávamos vivendo, elas iam na minha casa, eu ia na casa delas; era um casal de amigas muito especial.
     Depois que a gente saiu da escola, cada uma tomou o seu rumo. Fomos fazer nossos cursos em faculdades diferentes e perdemos contato. As vezes eu me arrependo, de ser uma pessoa meio desleixada nesse sentido, de não correr muito atrás das amizades, de ficar acomodada e passiva, deixando o tempo levá-las. Mas, as lembranças e as memórias ficam, nunca vou esquecer do portão verde e da camiseta de anime dela.
     E sabe porque hoje, foi essa lembrança que veio atona? Porque depois de mexer nos meus mangás, e perceber que a coleção de Fruits Basket não foi completada, eu resolvi comprar o que faltava. E hoje, eu estava lendo o volume 16 desse mangá.
      Nossa, como esse mangá trás lembranças, saudades e questionamentos reais e profundos, que eu me identifico completamente...tanto que a minha garganta está fechada. Eu queria chorar, eu sei, eu deixei escorrer algumas lágrimas, mas não muitas, porque estou em um lugar que podem me ver - eu e a minha necessidade de esconder a minha fragilidade.
       E hoje, eu percebi, que elas foram como alguns personagens de Fruits Basket foram para a personagem principal. Elas foram mães, cuidaram de mim, se preocuparam comigo, me deram carinho e me apoiaram. Para mim, elas eram invenciveis e inseparaveis...mas depois descobri que não eram, cada uma tomou o seu caminho, separadas. Mas, dentro do meu coração, elas sempre estarão juntas e comigo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Férias?

    Bom dia para quem acordou cedo hoje e está no estágio. Pois é, cá estou eu, de férias da faculdade, mas ainda estagiando (nos dois estágios). É estranho estagiar em Dezembro, já que não tem nenhuma demanda e é tudo tão calmo que chega a me dar sono. É por isso que eu sempre trago algo para fazer como ler um livro. 
    Optei por terminar de ler um livro chamado Círculo Secreto 2 - tinha lido apenas 3 capítulos. E lendo o capítulo 09, eu vi uma frase que chamou a minha atenção: "Era uma ideia estranha, saber que você era má".
    De certa forma, eu me identifiquei com essa frase. É estranho sim, conseguir observar e enxergar o seu lado má de ser, as suas malícias, suas vinganças e suas perversidades. Acho que tentamos evitar entrar em contato com essa parte do nosso ser, porque culturalmente falando é um tabu, é proibido e feio. A sociedade quer que mostremos o nosso lado bonzinho, aquele gentil, que ajuda os outros, que está sempre de bom humor e feliz. Mas e o resto? E as nossas tristezas, raivas, revoltas e indignações? Essas, a gente é obrigado a reprimir, a fingir que não existe.
    Parando para pensar agora, a mídia acaba sendo um meio de comunicação que está constantemente nos lembrando que essas partes maldosas também existem e que são colocadas em prática pelos seres humanos. Mas, ao mesmo tempo, é como se fosse um instrumento de opressão para nos lembrar das sensação de asco, de indignação e de horror. Olhar aquelas notícias de mortes e atrocidades para lembrarmos de como o mundo e a vida são cruéis e de como temos que continuar sendo bonzinhos para a humanidade não ser extinta.
    Na minha opinião, todos nós somos compostos pela lado "bom" e pelo lado "ruim", todos nós fazemos coisas certas e erradas ao longo da vida. Acho que não podemos negar essas coisas e devemos entrar em contato com elas, para tentarmos lidar de uma forma saudável. Mas também não defendo colocar essas coisas ditas "ruins" na prática, no concreto. Saber lidar com elas nas fantasias, nos sonhos que temos durante a noite, nos textos que escrevemos, nas formas como podemos colocar essas coisas para fora (atividade física, jogos eletrônicos, jogos de tabuleiro, conversas, cartas, entre outros) é o suficiente para entendermos porque fazemos o que fazemos e, assim, mudar o que nos gera sofrimento e que pode estar gerando sofrimento para o outro também.
     É...acho que estar de férias pela metade, ainda não dá para descansar a minha mente. Sempre pensando e pensando.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Imprevisibilidade

    Vocês já pararam para pensar na palavra "imprevisibilidade"? Se nós procurarmos no dicionário virtual, encontraremos a palavra imprevisível com o seguinte significado: Diz-se daquilo ou daquele que não se pode prever, ver, saber, examinar ou dizer com antecipação.
     Essa palavra encaixou perfeitamente no meu dia hoje. Acordei 5:20 da manhã, para malhar antes de ir fazer duas provas que estavam programadas para serem as últimas desse semestre. Fui para a academia e lá eu encontrei uma prima minha.
     Aquela prima...que era próxima e devido a brigas familiares, ficou distante (primeiro fato imprevicível do meu dia). Nos esbarramos no vestiário e eu me vi, obrigada, a cumprimentar. Jogamos conversa fora como se fossemos duas pessoas totalmente estranhas, que acabaram de se conhecer naquele ambiente físico.  
     Depois de feito o ato de boa educação, nos despedimos e eu segui o meu rumo. No meio do caminho, um carro me fecha e acabamos nos colidindo, segundo fato imprevicível do dia. Eu tomei um susto e parei o carro, vi que ele parou também...mas eu não sabia o que sentir, se era alívio ou medo da reação dele.
      Ele chegou até o meu carro, eu abri o vidro, e ele disse: oh minha linda, você estava errada tentando virar aqui (mentira, porque eu faço esse trajeto todos os dias, junto com outros não sei quantos motoristas). Eu preferi não entrar no mérito de quem estava certo ou quem estava errado, porque eu sabia que iriamos bater boca o resto da manhã.
       Angustiada para fazer minha prova, liguei para minha mãe e ela veio me ajudar, fiquei pensando para quem eu ligaria, se os meus pais já não estivessem mais vivos e eu não fosse casada. Depois ela ligou para o meu pai e ele também apareceu. O motorista do outro veículo, ligou para o emergência e pediu que uma viatura fosse fazer a perícia. A perícia era necessária, devido ao fato de o carro dele ser do governo. 
     Ficamos 4h esperando e a viatura não chegou. Decidimos apenas ir a delegacia para registrar ocorrência. Chegamos lá, a atendente falou: "Teve vítima? Não? Olha, se eu fosse vocês, eu faria o registro pela internet, pois é a mesma coisa que nós fazemos aqui. Se você quiserem fazer aqui, tudo bem, mas vai demorar porque estamos com vinte presos aqui". Nessa altura do campeonato, minha mãe já havia ido embora, porque precisava trabalhar e meu pai ficou para me auxiliar (aposentado tem suas vantagens). Ele tirou foto das placas, dos carros e dos documentos dos veículos. 
     Pegamos o contato do motorista e falamos que iríamos enviar as fotos por email, já que ele não tinha câmera fotográfica no celular (como isso facilitou a minha vida, nesse caso). Fui para a casa do meu pai e começamos a fazer o registro...o que acontece? O sistema virtual do governo é uma merda e travou tudo...eu tenho certeza de que existem bons profissionais na área de informatica, que poderiam melhor isso dai. 
     Como eu estava atrasada para ir ao estágio, meu pai decidiu me levar e registrar a queixa quando voltasse para casa. Ainda tenho compromisso no período noturno e espero que nenhum outro carro resolva bater em mim, ou que eu mesma não resolva meter o carro em algum lugar.
      Conclusão: perdi minhas provas, terei que fazê-las na semana que vem, fiquei com vontade de fazer xixi durante horas, pegando chuva, estou com receio e medo de dirigir de novo, mas falaram que é melhor eu enfrentar esse medo do que ficar presa em casa, dependendo dos outros. 
     Mas tiveram coisas boas, como por exemplo, a compreensão da minha professora sobre o fato ocorrido e o motivo da minha ausência na faculdade; ter passado um tempo com o meu pai, que a muito tempo não via; ter conseguido ir para o estágio a tarde; não ter me machucado na colissão e sentir o carinho que as minhas amigas e colegas de turma transmitiram ao saber do ocorrido.
      É...para terminar com um clichê (isso já virou rotina nesse blog?), terminamos com a reflexão de que não temos controle sobre as nossas vidas, o acaso e as imprevisibilidades existem...a questão é saber como lidar com elas e seguir em frente. Ilusão, pensarmos que podemos controlar tudo a nossa volta, mas acho que em certo ponto é necessário ter essa sensação de controle, para nos direcionarmos melhor e conseguir alcançar os nossos objetivos. Se toda hora nos sentirmos desamparados e sem controle, ficaríamos atordoados e perdidos ao longo dessa jornada.
      Ps: Gostaria de agradecer aos meus amigos que estiveram do meu lado, me apoiando via mensagem e celular durante o dia - Kenji, Alyne, Rafael, Carmen, Colegas da Faculdade. 


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Bodas de Algodão Doce

    Semana passada eu tomei um susto quando meu amigo disse que existem bodas para namoro. Eu sempre acreditei que só existisse esse tipo de comemoração para pessoas casadas. Descobri que 03 meses de namoro, o casal comemora as Bodas de Algodão Doce e entendi que as bodas de namoro tem nomes infantis como, por exemplo, bodas de pipoca.
    Talvez essa seja uma mania das meninas adolescentes, já que esse amigo namora uma menina de 16 anos de idade. Mas deixando de lado as minhas criticas a respeito da infantilidade de se comemorar bodas com apenas 03 meses de namoro - isso, para mim, ainda é um namoro muito recente -, resolvi fazer esse post em homenagem a esse amigo e a sua namorada.
    Eles são um casal que eu gosto muito, admiro pela determinação, pelo enfrentamento de situações desgastantes e por estarem firme e forte, completamento suas bodas de algodão doce. Coincidentemente, eu comemoro meu aniversário de namoro, um dia antes desse casal...e juntos, nós comemoramos os 03 primeiros meses de namoro.
    Estou feliz por ter passado pelos primeiros meses críticos de adaptação do namoro. E desejo, do fundo do meu coração, que tanto o meu namoro, como o deles, dure muitos meses e anos*-*.
   Feliz bodas de algodão doce para vocês Kenji e Isa :3. Que o namoro de vocês, seja repleto de doces, carinhos e ternuras. E continue enfrentando os obstáculos que aparecem na vida de vocês, porque eu sei que juntos vocês vão longe. Que o amor entre vocês, se eternize virtualmente com esse post, escrito com tanto carinho.


sábado, 3 de novembro de 2012

Testamento Virtual

       Pensando agora sobre morte, eu cheguei a conclusão que deveria fazer um testamento virtual. O objetivo desse testamento é colocar, por escrito, o que eu sinto em relação a mim mesma, a minha morte e as pessoas que passaram, passam e estão na minha vida até o presente momento. Peço desculpas desde já, se eu deixar de mencionar alguém...são muitas pessoas...mas saibam, todos, que eu amei a todos e odiei a todos, do meu jeito, e de diversas formas diferentes.
     Primeiramente, eu gostaria de dizer que quando a minha morte chegar eu dou todo e qualquer direito de  qualquer um: chorar, se descabelar, se sentir abandonado, rejeitado, desamparado, angustiado, rir, brincar, me zuar (acho que vai ser o único momento da minha vida que eu permitirei vocês fazerem isso sem eu ficar emburrada e com raiva devido a encheção de saco de todos), lembrar das coisas boas que eu fiz, das coisas ruins, das certas e das erradas, de abraçar um ao outro, de fingir que não está nem ai, ou de simplesmente não estar nem ai, de não chorar, de apenas olhar para o corpo e pensar: será que ela vai levantar daí?  (é o que eu tendo a pensar nessas situações). Enfim...de se deixar sentir, entrar em contato com o que quer que seja.
    Segundo, vocês tem o dever, perante a minha pessoa morta, de tirarem o tempo que for para o luto. Acredito que cada um tem seu ritmo e isso que importa para mim...cada um se dar um tempo para refletir sobre vida e morte, sobre o que fez ao longo da vida e sobre o que ainda vai fazer. sobre as minhas ações e a minha ausência. Mas depois de refletirem, sigam em frente. Porque a vida continua, não estagne, o que eu mais quero para todos é o progresso em todas as áreas da vida, vocês sabem disso.
     Em terceiro lugar, eu gostaria de ter um enterro tradicional. Ser enterrada mesmo, com orações e palavras significantes, mas que seja um momento de reflexão, um momento calmo, sereno, que ninguém use preto por favor...branco de preferência, acho tão lindo. No meu velório, vocês podem decorar com qualquer tipo de flor, desde que sejam cheirosas e que, em vida, me fariam ficar toda hora querendo cheirar.  E lógico...a posição do meu corpo deve estar com os braços cruzados na frente do peito, porque isso me remete a um enterro que eu fui quando eu tinha 09 anos de idade, e fiquei encantada com a paz que o corpo, naquela posição, vestida de branco, me transmitiu.
       Quanto aos meus bens materiais, acho que o que eu mais possuo são livros e mangás. Os livros, por favor, alguém doe para uma instituição que precise, porque em vida, eu desejo muito fazer isso...mas até hoje ainda estou muito apegada a eles, e não conseguiria abrir mão. Os meus mangás? Bom, passe eles para as minhas irmãzinhas pequenas, quero que elas gostem deles como eu gostei.
      O resto...roupas, cosplays, colares, anéis, cama, computador, laptop, enfim...coisas uteis, também quero que vocês entreguem para pessoas que precisam. Mas tirem tudo de fotos, imagens de animes, episódios de seriados e animes, do computador e laptop antes de entregá-los a alguém. Guardem apenas as fotos pessoais e publiquem meus semi-livros - um dia vou terminá-los, o resto jogue fora. E as coisas inúteis ou velhas demais para uso, joguem fora - não queimem porque faz mal ao ambiente e consequentemente a saúde de vocês, ainda mais em Brasília com essa seca.          
     Urgente: Não guardem nada inútil só para sentirem a minha presença, estarei nas lembranças e no coração de cada um - bem ou mal. Não quero imaginar nenhuma daquelas cenas de filme em que os pais e irmãos deixam o quarto do defunto intacto com medo de esquecê-lo - freak.
       Saindo da parte prática e chegando a parte sentimental. Gostaria de agradecer a Deus, que me deu a oportunidade de viver, neste mundo, ao lado de pessoas tão queridas. Lembro que quando eu era pequena eu gritava dentro de mim: "eu não quero mais ficar aqui, eu quero ir embora, aqui é muito ruim". Hoje, eu aprendi a amar o que eu tenho aqui, aprendi amar o outro e a mim mesma.
      Acho que até aqui, com meus mínimos 21 anos de idade, eu evolui bastante. Cresci na vida com os meus erros, porém tenho muito o que aprender ainda, aprender a: lidar com meus erros passados, com as dores que eu causei sem querer e com as que eu quis causar, com o fato que eu não sou e não serei perfeita, com a provocação dos outros, com o meu senso de humor curtíssimo, com a minha TPM, com as minhas explosões de sentimentos, com as minhas sombras, com as exigências dos outros e de mim mesma, com os meus momentos de fragilidade e de inutilidade.
        Em seguida, eu gostaria de agradecer a minha família nuclear e a minha família extensa, que estiveram comigo desde antes do meu nascimento. Que me nutriram com leite, com vitaminas bizarras, com comidas ruins e gostosas, com conhecimento, carinho e amor. Eu peço desculpa para os meus primos, que deixei se distanciarem de mim e dos que já estão longe devido a distância física.
        Depois eu gostaria de agradecer aos amigos em carne osso, aos amigos virtuais, aos ex namorados e namorado. Cada um contribuiu e contribui, hoje, no meu dia a dia, com carinho, amor, frases engraçadas, tiradas (isso me dá muita raiva), momentos inesquecíveis, lembranças preciosas que eu carrego até hoje, beijos, abraços, carícias, sexo, gozos e prazeres. Enganados estão aqueles que já passaram, que pensam que eu esqueci o nome, que eu não lembro mais.
         Aos profissionais que trabalharam na minha casa, todos tão especiais para mim, que sem eles eu não sei o que seria de mim. Com tamanha paciência, colocaram comida à minha mesa, lavaram as minhas roupas, me levaram nos lugares, cuidaram de mim quando eu estava adoentada e me deram carinho do jeitinho que só eles sabem dar.  E  aos que trabalharam nos lugares que eu frequentei - restaurantes, livrarias, papelarias, bares, sinucas, cinemas, shoppings, cidades, estados, países, entre outros. Até aqueles chatos de mal humor, que no dia a dia a gente tem vontade de xingar, porque fica com cara de bunda pra você, sem querer te atender direito.
    Agradecimento aos meus professores. Aqueles que me deixaram traumatizada com português e matemática, os que me alfabetizaram, aqueles que me acolheram, me escutaram, me ouviram. Aqueles que eram indiferentes, distantes e chatos. E aqueles que me deram a oportunidade de me ensinar o que eu amo estudar hoje (Psicologia), que me proporcionaram momentos de risada, de reflexão, raiva e medo.
        Aos profissionais da saúde que me ajudaram a cuidar de mim, que me mostraram o caminho para uma vida mais saudável, que tiveram a paciência de puxar a minha orelha, quantas vezes fossem, por eu estar cometendo o mesmo erro relacionado, principalmente, com falta de atividade física e alimentação errada.
       À minha querida e amada Psicóloga. Que eu tanto amei, briguei, fiquei com raiva (mais internamente do que externamente), que me ensinou tanto e me deu oportunidades de conhecer o mundo que ela me mostrou, aquele mundo que me fascinou desde quando eu a conheci. Que me proporcionou momentos de reflexão, de escuta, que me permitiu sentir e chorar sem ter vergonha por isso. Que me fez trabalhar, estudar, colocar a mão na massa, atender clientes de forma ética e profissional.
       Por fim, saibam que eu amei e odiei cada um do meu jeitinho. Cada pessoa que passou pela minha vida, foi especial. Não pense você que por eu ter sido agressiva, chata, arrogante, imbecil, eu não te amava. Eu amei todos, mesmo deixando de ter paciência com alguns, de ter sido intolerante, de não querer ter escutado, de não querer ter falado, de ter sentido raiva porque não me derem tempo e espaço para me isolar quando eu queria.
       Eu espero não ter esquecido de ninguém. A ideia desse testamento virtual é colocar no papel, por escrito, tudo o que o falecimento da minha avó, no dia 29 de Outubro de 2012, me fez refletir a respeito da minha vida. Sinceramente, eu nem sei ainda direito o que eu senti com a ausência dela. Mas me fez pensar em morte, vida, ações, atos, vida após a morte, objetivos, metas, passado, presente e futuro...enfim, em tudo.          
      Agradeço à ela, por ter dado a luz a essa família maravilhosa que eu tenho, com seus defeitos, fantasmas e neuras, mas linda. E por ter me mostrado, no seu último momento, que o que separa a morte da vida é uma linha muito tênue. Ou seja, vamos curtir o máximo que conseguirmos do que nós temos aqui (clichê básico). 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Eu

Hoje, depois de 4 anos eu entendi o seu desejo...o desejo de preferir dormir depois do almoço do que estar comigo. Mas eu não consigo fazer isso, porque para mim, a presença dele é muito mais importante do que qualquer tarde de sono.
Sono eu posso repor a noite, outro dia, no feriado, no final de semana. Mas ele, ele eu não posso. Se eu pudesse, nesse exato momento, eu trocaria um dia de vida para poder estar com ele. Ah se fosse fácil assim fazer essas trocas...se a vida fosse palpável quem sabe não desse certo?
A vida é tudo, menos palpável. Pra mim ela parece à água que passa por entre os dedos, que pode até ficar guardada em um recipiente, mas um dia ela evapora, acaba, é excretada.  
E agora eu estou aqui, sozinha, não mais no silêncio, pois consigo escutar os pássaros cantando lá fora, os meus dedos digitando nesse teclado, meu coração batendo e as minhas lembranças se remoendo na minha mente. E pensando em vida, eu chego à morte.
Morte, algo tão real e ao mesmo tempo tão surreal. Tão perto, mas tão longe. Se eu pudesse eu chorava, chorava por ele, chorava por mim, chorava pela perda, chorava pelas minhas lembranças, pelas que eu não tive e pelas que eu já tive. Minhas lembranças já estão fugindo de mim, aquelas que eu sempre preservei e nutri, hoje tem rostos e sensações que eu não consigo mais sentir, mais tocar.
 Um dia eu fechei meus olhos e tentei tocá-las e entrei em desespero, porque algumas já estão se perdendo no tempo e no espaço.  Ela não tem mais formas, cheiros, sensações, sentimentos, emoções, texturas...daqui a pouco elas não tem mais nome, não vão ter mais dia, mês, ano, décadas, tempo. Essas lembranças começam a evaporar, igual à água, igual à vida.
Eu posso deixá-las ir? Eu posso esquecer as pessoas que passaram pela minha vida? Eu posso esquecer as que foram especiais e as que não foram? Eu posso deixar todos irem? A minha garganta se fecha cada vez mais e é quando as lagrimas escorrem pelos meus olhos.
 Eu me permito ficar no luto por algum tempo? Eu posso ficar no luto pelo que passou? Eu posso sentir a nostalgia de não ter mais o que eu tive? Posso eu, abrir mão de todas as lembranças que eu guardei, de todas as emoções que eu não expressei, de tudo que está reprimido?
Eu posso...desde que eu consiga voltar para a realidade e enxergar o que é o hoje. Desde que eu não abra mão da minha própria essência. Mas o que é meu? Como saber o que é só meu e o que é do outro? O que eu peguei do outro para fazer parte de mim e o que pegaram de mim? O que eu criei, que é só meu? Quem sou eu?
Quem é você? E quem nós somos, juntos? Eu posso ficar só com você agora? Posso criar novas lembranças, fantasias e sonhos com você? Você me permite usar a sua imagem, as suas ideias, as suas emoções, as suas dores, o seu tempo e o seu espaço? Podemos unir o que nós temos, para formar uma nova lembrança?
Nós podemos?


terça-feira, 9 de outubro de 2012

O que eu senti no meu estágio



  Lá estava eu no meu estagio, enfurnada em uma sala quente, encarando a tela do computador, evitando não olhar para os olhos dela.
Silencio, era tudo o que eu conseguia sentir. Comecei a perceber que a chuva cai do lado de fora, e me prendi ao cheiro de terra molhada. Uma musica me veio a cabeça e tudo o que eu conseguia fazer era ficar cantando-a mentalmente, sentindo o cheiro de chuva.
Aquele silêncio era ensurdecedor. Eu não sabia o que falar para ela, não sabia se podia falar algo. Tentei puxar algum assunto, mas a conversa não fluía. Então eu resolvi entrar no meu mundo interno e foi quando aquele silencio ressoou na minha alma e eu percebi que ele estava me incomodando.
Mas porque aquele silêncio me incomodava? Eu me sentia na obrigação de animá-la devido ao termino do seu namoro? Eu me sentia obrigada a dar atenção a ela, por mais que ela não quisesse? E foi quando eu entendi que o silêncio só incomodava a mim mesma.
Para ela, era como se eu não estivesse ali. Ela continuou olhando e olhando para a tela do computador da sala, mexendo no mouse, tão concentrada que era como se não tivesse espaço, naquela sala, para a minha pessoa. Era estranho ver ela daquele jeito, sem querer conversar e falar de futilidade do dia a dia.
Comecei a ficar angustiada, olhava as horas e via que falta uma hora para ela ir embora. A minha vontade era de sair correndo para ir conversar com alguma pessoa, mas eu não queria deixá-la sozinha. Achei que a minha presença fisicamente lá, naquela minúscula sala, mostraria a ela que eu estava ali para o que desse e viesse.
A chuva começou a ficar mais forte, e as pessoas das outras salas começaram a conversar e comentar sobre a mudança de tempo em Brasília. Aquilo sim era uma conversa fútil, fútil comparada com o que eu estava sentindo e passando naquela sala.
A sala estava iluminada, com dois computadores um na frente do outro, ligados, mas desconectados entre si. Era eu e ela, desconectadas, cada uma no seu mundo interno, e foi quando eu reparei que eu preferi escrever isso do que tentar interagir com ela. Eu precisava escrever, escrever porque aquele silêncio estava me sufocando, estava me deixando sem ar.
É...como o silencio pode produzir sentimentos e emoções tão fortes, só basta ele para você pensar e fantasiar sobre muitas coisas. Eu gosto dele, gosto dele quando eu não sinto necessidade de ter de agradar o outro. Acho que vou aprender a lidar com ele quando ela trouxer ele de novo pra a nossa sala.
A chuva diminuiu de intensidade e eu voltei a realidade. Tinha que estudar para a prova do dia seguinte. Ah, mas se eu pudesse eu ficaria navegando por esse silêncio que diz tanto, e ao mesmo tempo não diz nada.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Eu, Ele...Nós

   Eu estou fisicamente na faculdade. Já a minha mente e o meu corpo estão transbordando de tantas emoções, angustias, questionamentos, interpretações, fantasias, desejos - nem sei mais sobre o que meu professor está falando, algum bla bla bla sobre operacionalização da queixa e análise funcional.      
 Acabei fugindo para a fantasia, porque resolvi ler as os posts Cartas do Herr Kaffee (http://pensecafe.blogspot.com.br/search/label/Cartas). Elas tem como temática o romance entre um casal, mas o final surpreendeu, adorei o desfecho. E me fez pensar sobre a ambivalência da fantasia e da realidade. Acabei parando para refletir sobre o meu namoro.
   O começo de qualquer namoro, penso eu, se configura na base da fantasia, das expectativas, da novidades, do conhecer o outro. Por isso é a fase mais avassaladora de uma relação, eu sempre sinto que tudo é possível. Sinto como se eu pudesse ficar com a pessoa todos dias, todas as horas, que eu nunca enjoaria, que ele poderia me acompanhar todos os dias até a minha casa (mesmo morando do outro lado da cidade), sinto como se todos os dias fossem finais de semanas, dias leves e com muita diversão, nada me atrai mais do que estar e conviver com a pessoa...aquele desconhecido e estranho que com o passar do tempo se torna tão conhecido e essencial nos meus dias.
    Os dias vão passando, e as situações do cotidiano começam a aparecer e entrar em conflito com as fantasias que antes estavam embasando o relacionamento. Ele começa a ter que parar de mandar mensagens e parar de ligar, porque a conta do telefone está cara. Começamos a nos ver apenas nos finais de semana, porque durante a semana não temos mais tempo. Ele começa a ficar desanimado com a rotina, angustiado por não conseguir atingir os seus objetivos de forma rápida, e estressado por vinte e quatro horas não serem mais suficientes para estudar todas as matérias que lhe são exigidas. 
     E a partir dai, eu entro em conflito, de um lado tem o que eu queria que fosse e do outro lado tem o que realmente é. Preciso me adaptar as situações, preciso ter paciência para entender o que ele está sentindo, mas ao mesmo tempo sinto necessidade de expressar o que eu sinto, de falar que é difícil me adaptar, de mostrar que se a relação mudar muito posso começar a querer exigir dele o que ele não pode me dar no momento.
    Paro de pensar, e tento respirar. Não quero jogar para o alto, algo que é tão grandioso e que me trás tanta felicidade, só por causa do primeiro obstáculo que surgiu, vou continuar lutando por ele, por mim e por nós...eu sei que tenho energia pra isso, pra tudo. Mas penso...como eu queria que a realidade tivesse demorado mais tempo para chegar.
   

domingo, 26 de agosto de 2012

Bienal do Livro - São Paulo

  Quando eu cheguei da minha viagem, no dia 19/08/2012 eu pensei: vou escrever um post sobre a minha ida à Bienal, mas como uma boa aluna/profissional (rsrsrs), infelizmente não tive tempo de digitar nada. E agora, cá estou, no estágio, começando a escrever o post. Mas só vou conseguir terminar no final de semana, já que as fotos estão no meu computador.
    Mas voltando ao assunto, Bienal de São Paulo. Quando eu vi um monte de guichês para poder adquiri a entrada para o paraíso dos livros, já consegui ver a diferença de SP para BSB. Sim, o local era grande, com as editoras e livrarias que nós vemos pelas ruas/shoppings e algumas estandes semelhante a sebos, com livros de diversos tipos, bagunçados e com preço pequeno. O chato desse tipo de estande, é que você tinha que ficar procurando muito tempo até achar algo de interessante.












<== Entrada da Bienal.

    No primeiro dia, fui direto para a Comix comprar o resto dos mangás que estavam faltando para a coleção de Slam Dunk. Depois eu fui puxada para participar de um evento de blogueiras e acabei lucrando. Ganhei uma caneca, bottons, chaveiro, marcadores de livro (um de metal todo trabalhado e outras de papel), e um bloquinho de notas com uma caneta. E, para a editora lucrar com o evento, eles fizeram desconto de 50% para alguns livros que eram lançamento. Resultado? Sai com quatro livros comprados desse estande.      
    Logo em seguida, eu parei em um estande que eu adorei, não por ser grande ou por ter livros interessantes, mas sim, porque os escritores dos livros estavam lá, conversando com as pessoas que passavam e contando um pouquinho sobre seus livros. Acabei sendo convencida a comprar o livro de uma escritora que estava lá, que me incentivou a continuar escrevendo meu livro.
    Sai da Bienal e fui para a starbucks, e acabei comprando um copo que eu apaixonei, olha ele ai. E lógico, tomei um frapuccino com base de café e doce de leite, tava tão gostoso. Porque Brasília não tem uma loja dessas?

Frapuccino




                                         
    Essa foto que está sem legenda, é o copo que eu comprei na Starbucks (um a zero para o blog, não consegui colocar a legenda e deixar o texto formatado).
   No segundo dia, eu fiquei por conta de comprar livros para dar de presente. Comprei um sobre mitologias japonesas (para o meu namorado) e comprei dois livros de história infantil para cada uma das minhas irmãzinhas. E nesse meio tempo, eu achei um livro que falava sobre Psicologia e Cinema, então acabei comprando (estava com um preço ótimo).
     Ao final da viagem, eu estava com os pés doendo, com as costas tortas de tanto peso que eu carreguei, cansada, com a dieta toda desregulada, pobre, zerada...mas valeu muito a pena.


    

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Viagem

   Oi pessoas, como vocês estão? Eu estou aqui no meu estágio, sem fazer nada e resolvi escrever um post. Hoje a noite, estarei embarcando no avião para São Paulo. Destino? Bienal 2012. Como eu nunca fui, tudo será novidade para mim. Me falaram que tem promoção de livros por R$ 10,00, acho que vou voltar com Zero na mesada e com muitos livros *assim espero*. 
   Preciso levar, junto comigo - além da mala física -, minha calma e paciência para pensar em quais livros e mangás vou querer comprar. E, como uma pessoa espertar, juntarei o útil ao agradável, convenci meus amigos de irem na Bienal me visitar, também espero voltar com fotos. 
   Como qualquer viagem, a ida me proporciona sentimentos de saudades. Minha mãe então, estava com cara de choro desde a hora que acordou - coincidentemente, eu e a minha irmã resolvemos viajar para o mesmo lugar, no mesmo dia, mas para fazer coisas diferentes. Mas por ser apenas uma estadia curta - só o final de semana - não tem tanto tempo assim para pensar em sentimentos negativos, é só matar as saudades quando voltar, certo?
    Assim que eu estiver pisado em Brasília, farei um post com as fotos que eu tirei tanto dos livros, quanto dos amigos e do ambiente. E não posso me esquecer de enviar um email desejando feliz aniversário  (segunda-feira) para um amigo meu - que sabe-se lá qual é o paradeiro dele...sumido a mais de uma semana.
    Agora deixa eu sair daqui e dar uma estudada na teoria do Lacan para apresentar quarta-feira na aula da faculdade.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Medo é normal

    Depois da noite de ontem, que mexeu muito com o meu coração positivamente falando...hoje, eu acordei com medo. Sim, medo. Medo, porque seria o meu primeiro dia no estágio. 
     As pessoas falam que onde há medo, há desejo. Nesse caso, concordo plenamente com essa frase. Mas além do medo, também vem a ansiedade: de saber fazer o que vão me pedir, de como me portar e de como ter que explicar, já no primeiro dia, que não poderia ficar lá até as 18h porque eu tenho aula na faculdade (pretendendo trocar o horário de hoje, para de manhã).  
     O que fazer? Enfrentar os medos. E não é verdade que a sensação acompanhada do enfrentamento do medo é gostosa? Aquela sensação de poder, de força, de ter conseguido - orgulho.
      E eu consegui. Cheguei lá, entreguei os últimos documentos necessários para a minha contratação. Depois uma pessoa - muito simpática, tentava me tranquilizar a cada minuto, falando que o trabalho é tranquilo - se encarregou de me buscar na sala de RH para ir ao andar onde ficava o estagiário de Psicologia.
    Eu conheci todos os funcionários que trabalham perto da minha sala  - sim, eu tenho uma sala, com computador, mesa, ar-condicionado, cadeiras, armários e coisinhas legais de escritório (canetas, papéis, grampeador, clipes, cola, etc.) -, todos foram muito simpáticos e receptivos. Me deram boas-vindas e me desejaram o melhor - a forma como me trataram me deixou mais seguraça.
    Mas as psicólogas, minhas supervisoras, não estavam lá hoje. Então, ainda não sei realmente o que eu vou fazer - a outra estagiária que vai me ensinar essa semana. Conclusão, eu não precisava sentir toda a ansiedade esmagadora no meu peito, não para hoje ("não sofra por antecedência Ange"), quem sabe para algum outro dia em que apareça desafios.

Você

   Esse post é totalmente e 100% dedicado para uma pessoa muito especial que entrou na minha vida esse ano. Uma pessoa, que se pudesse, ficaria todos os dias do meu lado *fisicamente falando*. E hoje, ele me pediu em namoro *-*, estou tão feliz. Eu ganhei uma caixinha vermelha cheiaaa de tsurus e com um poema lindo que ele escreveu, me pedindo em namoro. 
    Não sei escrever poemas, mas vou expressar o que eu sinto, com as palavras que eu consegui achar e encaixar aqui. Sei que as palavras, nunca vão conseguir falar tudo, de forma completa, o que sentimos. Porém, espero que essas aqui te toquem de alguma forma, porque estou escrevendo-as com muito carinho.
     Sabe...você consegue me fazer enxergar o mundo de outra perspectiva, conseguiu me mostrar que existe a paixão saudável, que eu recusava admitir que existia, e me lembra constantemente de que eu não preciso correr contra o tempo, que o ideal seria viver o momento com mais intensidade. 
     Em você, eu me achei, literalmente, porque somos tão parecidos e isso é tão gostoso de sentir (Nós somos tão...nós). Adoro passar o meu tempo com você, com as nossas risadas, brincadeiras e bobeiras de todos os dias, com as nossas sintonias, sincronias, pensamentos comuns e os divergentes.
  E acima de tudo, eu espero que continuemos com essa amizade deliciosa que nós construímos. Aquela na qual a gente pode sempre contar um com o outro, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença (ok, parei, lembrei dos votos de casamento kkkkkkk...quem sabe um dia não é?)
    Enfim, estar com você me faz bem, me deixa mais radiante e mais feliz. E eu desejo que a nossa relação continue linda como ela é hoje. Se eu fosse te resumir em uma palavra, eu diria que você é meu companheiro (de todas as horas). 
    "Aceitas, meu amor comigo ficar, até o dia da nossa morte?"

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Valente

   Valente é um filme em formato de desenho animado que está em cartaz nos cinemas. Eu o assisti semana passado e como gostei, resolvi fazer um post para ele no blog. O primeiro ponto a ressaltar, o fato de a personagem principal ter os cabelos cacheados, cheios e ruivos - a pessoa que me fez companhia nesse filme me perguntou depois que eu comentei isso: Por que será?
     O segundo ponto é a temática. Uma típica menina adolescente, futura herdeira do trono, resolve ir contra todas as expectativas que a sua mãe tem para o futuro.
    A história gira em torno das escolhas e vontades que a filha tem para com a sua vida e as escolhas que a sua mãe acha que é certo para uma princesa. Assim, a rainha chama três clãs para competirem entre si, o ganhador será o homem destinado a casar com a princesa. Como uma personagem não muito típica dos filmes antigos da Disney, a última coisa que a princesa quer é casar. Ela deseja liberdade, quer andar à cavalo, atirar flechas com o seu arco, escalar montanhas, comer o tanto que quiser, enfim...ser independente - acho que eu me identifiquei.
    Assim, com o passar o filme a princesa procura um jeito de mudar o seu destino, mas ela consegue um resultado inesperado, que ela não desejava - não darei spoiler aqui -, e a partir dai ela começa a viver uma experiência difícil, com muitos desafios. Ela consegue mudar a tradição do reino e também consegue enxergar e valorizar o que antes era apenas um incomodo.
   Outros personagens interessantes do filme são o pai, um bárbaro com a perna de pau, os trigêmeos pestinhas e muito espertos - irmãos da princesa, e a cozinheira que sempre passa por apuros.
    Eu recomendo o filme, acho que me surpreendi porque não sabia o que esperar do filme e também por causa da companhia. 
     

domingo, 22 de julho de 2012

O que é o amor?

    Ontem, eu resolvi criar uma conta no site http://ask.fm/. É um site que dá espaço para as pessoas fazerem perguntas e você responder conforme achar melhor ou simplesmente não responder. E hoje me fizeram a seguinte pergunta: O que é o amor para você? Assim, fiquei com vontade de escrever um post sobre esse tema. Eu nunca havia parado para escrever o que eu achava sobre o amor, apenas pensado, refletido e discutido um pouquinho com as pessoas sobre isso. Mas hoje eu escrevi e queria compartilhar com vocês o que eu acho.
   Amor para mim, é um sentimento, uma sensação, um estado que eu posso sentir por várias pessoas ao mesmo tempo e de formas de diferentes por cada um. Para melhor explicar o que é amor para mim, eu resolvi fazer três divisões. Mas deve-se ter em mente que nós podemos sentir vários tipos de amores, pela mesma pessoa:
    Amores românticos - aquele amor que você quer a companhia, mas só ela não basta mais. Você quer o toque físico, o abraço, os beijos, o corpo, o calor, o sexo. Você quer conversar com a pessoa todos os dias para saber como está o dia dela, você quer compartilhar a sua vida com ela e quer fazer parte da vida dela - tanto as coisas positivas quanto as negativas. Todo dia você quer conhecê-la mais, e quer mostrar o que você é.
    Amores dos amigos - aquele amor leve, suave, aquele que você sente só de estar na companhia de alguém e gosta disso. A companhia por si só basta, é o suficiente. Você sente saudades quando não tem esse amor, mas também não morre por dentro se não tiver, você simplesmente age para poder tê-lo de novo quando está longe. 
  Amores do familiares - aquele amor que sempre vai existir e independe do que aconteça (brigas, desentendimentos, distancia) nunca vai acabar. Pode até ficar bloqueado em algum momento por sentimentos intensos de raiva, medo, mas logo ele aparece de novo. E você se sente capaz de fazer tudo por essas pessoas.



     Por fim, eu gostaria de expor a diferença de paixão e amor. Paixão, na minha opinião, de acordo com as minhas experiências vividas, é um estado em que você se acha cego, você só enxerga a pessoa (seu objeto de paixão), você vive por ela e abre mão da sua vida para estar sempre junto da pessoa amada. Diferente do amor, o amor pra mim, é um estado mais saudável, onde você compartilha com a pessoa e não vive por ela. Você tem a sua vida, ela tem a dela e vocês juntos, criam uma terceira vida, mas sem nunca esquecer que existem e precisam de espaço para suas individualidades e privacidade. 
    Depois de toda essa explicação - fez algum sentindo para vocês? -, eu gostaria de destacar que essa divisão não é hierárquica. Pra mim, não existe um amor mais importante do que o outro, talvez apenas amores com intensidades diferentes dependendo de como eu estou me sentindo no dia e de quais são as minhas prioridades/necessidades mais urgente. Não gosto quando alguém me pergunta: Você gosta mais dela do que de mim? Porque meu coração é imenso e eu consigo gostar de várias pessoas ao mesmo tempo, a diferença é a energia que eu disponho para dar mais atenção para uma do que para outra. 
    Para mim, cada pessoa é legal para alguma coisa. Uma pessoa é mais divertida para conversar sobre livros, a outra é mais divertida para poder falar de segredos e sentimentos, outras são legais para bater papo furado e rir, e outra você quer estar junto e ter um contato mais físico - beijar, abraçar. Não consigo medir amores entre pessoas que me proporcionam coisas diferentes.
      E aí, concorda ou discorda?



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Despedidas

   Ontem eu tirei uma folga desse mundo virtual. Tive muitas coisas para resolver e decidi me afastar um pouco, por qualquer motivo inconsciente que eu não tenho a mínima ideia de qual seja. 
   Dormi com dor de cabeça e acordei com a sensação de que meu corpo deveria estar dolorido, mas não estava - só a gripe que resolveu aparecer. Tomei café da manhã e pensei: entrarei na internet. E a primeira coisa que eu vejo na internet, é uma mensagem, que me obriga a lembrar o porque da minha decisão, e comprova que o que eu fiz, racionalmente, foi o certo. Mas porque eu não sinto que era isso que eu queria? 
    Achei que ia sentir alívio, mas tudo o que eu senti foi tristeza e saudade. Você não sabe se está bem resolvida, até bater de frente com o estímulo que te machucou. 
    Despedida...foi o tema, na minha vida, este semestre. Até agora foram três despedidas, mas por sorte, as pessoas só foram embora fisicamente. Como eu estaria me sentindo se a alma delas também tivessem ido embora?
    O que você sentiria se a minha alma fosse embora?

sábado, 7 de julho de 2012

@mor

    Finalmente, eu resolvi fazer um post para o livro @mor de Daniel Glattauer. Um dia, eu estava andando pela Livraria Cultura, acompanhada de um "devorador" de livros, olhando as estantes e com a mão coçando para comprar algum livro que falasse de romance. Quando eu expressei essa minha vontade, meu amigo já foi até a prateleira e pegou esse livro, disse que não havia lido, mas as críticas dos blogueiros falam bem sobre ele. 
     A princípio, eu admito, não parecia ser o livro mais atraente de todos. A capa não chamava muito a minha atenção, mas o fato de ser uma história que gira em torno de diálogos, entre duas pessoas, que tem como meio de comunicação o email, meus olhos brilharam, minha cabeça processou e eu verbalizei: vou comprar.
    Sim, foi uma compra compulsiva, como com qualquer outro livro - acho que sou meio doida nesse aspecto, nem li a sinopse e fui em direção ao caixa pagar mais um produto que gerou felicidade instantânea e imediata. 
    Eu achei que por ser em formato de email, a linguagem seria mais coloquial e a leitura rápida. Mas eu me enganei, os personagens tem personalidades fortes e marcantes, logo, a forma de escrever deles é mais rebuscada do que eu esperava. Um fato que provavelmente influenciou o autor a usar uma linguagem menos coloquial, é a idade dos personagens, o Leo e a Emmi - ambos são adultos já vividos e experientes. 
    A forma como eles se conheceram foi engraçada, mas eu  não quero entrar muito a fundo na história, porque posso acabar dando spoilers aqui. A relação dos dois vai sendo construída ao longo do livro e a intimidade cada vez mais crescendo, juntamente com a vontade de se encontrarem pessoalmente. Aparecem elementos de dúvida, interesse, ciúmes, confusão, raiva, e o que eu achei mais interessante, é que o autor focou bastante na relação virtual dos dois, e pouco na vida concreta. Tentou explorar esse universo cibernético, tão presente nas nossas vidas.
      Eu gostei muito do livro por ter me identificado com ele. Não me identifiquei com o começo, mas ao longo da narrativa, eu consegui enxergar a relação que eu tenho com um grande amigo virtual - 5 anos de amizade, ou faz mais tempo? Eu lia o livro, e podia viver o que eu vivi com ele todos esses anos, conversas fúteis, banais, profundas, inteligentes, angústias, raivas, amores, segredos, confidencias, separação, reencontro, saudades, paixão, ódio, equilíbrio, mas tudo isso no campo do virtual. E eu acho que isso torna especial, a nossa relação cresceu e se estabeleceu na base das nossas fantasias, do nosso imaginário...e talvez, se essa relação fosse para o mundo do concreto e do real, essa amizade mudaria e não seria mais a mesma coisa.
   O Leo manda emails repetindo três vezes o nome da Emmi, como ele já fez tanto comigo. E eu fiquei encantada por finalmente ter achado um livro que eu posso concluir: esse livro, sou eu, inteiramente.
      Um trecho do livro, que se encaixa perfeitamente na minha vida, é quando a amiga da Emmi se pergunta porque a Emmi necessita "de um parceiro-de-e-mail-permanente-e-intensivo que consuma seu tempo e suas energias?" Uma relação virtual, por mais comum que seja, ainda gera questionamentos, se são necessários, principalmente relacionamentos longo, intensos e as vezes conturbados. Quantas pessoas não me questionaram e perguntaram se era saudável o que eu estava fazendo?
      Hoje, eu já vejo como a nossa relação é especial, assim e sempre será, essa relação virtual, porém intensa, diferente de qualquer outra.  Com o tempo eu entendi que essa relação deve permanecer nos moldes que foi construída, uma amizade que nunca vai ser esquecida. De longe, eu torço para que essa pessoa seja feliz e conquiste tudo o que deseja, e que a nossa amizade dure o que tiver que durar, mesmo com todos os nossos desentendimentos, distância e falta de tempo para conversar como conversávamos antes.
     Concluindo...o livro acabou com dúvidas, perguntas em suspenso. Terminou com uma sensação que eu mesma tive e senti na pele. Sim, terá uma continuação para o livro, e eu espero ansiosamente por ela. 
    Na minha fantasia, as vezes, eu ainda tenho vontade de que a gente se encontre e espero que os personagens consigam isso, porque assim, talvez, eu supra os resquícios que ainda existem dessas fantasias.
      

sábado, 30 de junho de 2012

Para Roma Com Amor

     Roma...um cenário considerado como romântico e belo - no que diz respeito a arquitetura. Para Roma Com Amor é um filme que está em cartaz, do diretor Woody Allen. Eu não sou crítica de cinema, mas como qualquer pessoa que adora assistir filme, ai seguem minhas opiniões.
   Um filme, como esperado, com uma narrativa não contínua. Conta aspectos da vida, que giram em torno de relacionamentos, de vários personagens, incluindo sedução, traição, status e poder. Mostra fantasias que nós temos, ambições que almejamos, como ser rico, famoso, ter uma namorada(o) mais bonito, mais sexy, beijar um ator de cinema, ou ficar com uma mulher gostosa. 
   Quem não tentar extrair nada de importante do filme, vai achar que é uma pura viagem, sem nexo, com cenas engraçadas e vai sair do filme com um ponto de interrogação. Porém, eu fiquei pensando e no final eu conclui o seguinte:
     os seres humanos perdem muito tempo enxergando as suas insatisfações e deixam passar o resto. Todos somos insatisfeitos com alguma coisa da nossa vida, considero isso inerente à qualquer pessoa, afinal, se ficássemos sempre satisfeitos, iríamos estagnar na vida, nos conformar e nunca tentar mudar, ou correr atrás de sonhos e mudanças. 
     Gostei do filme nesse aspecto, me faz pensar sobre as reclamações que as pessoas fazem da vida, e as minhas também. Existe coisa melhor do que ter a liberdade e a autonomia para se locomover, ir ao cinema, assistir um filme, rir sozinha, e ainda sair completa de lá? Enfim, sai do shopping, olhei para o céu lindo de Brasília e pensei: hoje eu estou feliz, e não tenho nada à reclamar. 


sábado, 16 de junho de 2012

Satisfação

  Sabe quando você acorda - no quinto dia - pensando no mesmo assunto? Discutir a relação. Você fica remoendo e passando todas as falas pela sua cabeça, a mão fica gelada, você tem vontade de chorar, e fingir que nada aconteceu. E o que você pode fazer? Apenas esperar ele voltar de viagem para poder sentar e conversar. 
  Enquanto isso eu estudo, trabalho e tento sempre me tornar uma pessoa melhor e madura. Nesse meio tempo, um amigo (João Pedro) voltou a entrar na internet - sumiu devido problemas técnicos. E ele fez o meu dia ficar lindo, hoje. Estávamos conversando sobre o meu relacionamento atual, e os conflitos dele. Eu disse que gostaria de poder ajudá-lo, e ele respondeu: "Mas você ja me ajudou muito. Principalmente com o relacionamento com as pessoas".
   Eu fiquei tão orgulhosa de mim mesma por ter consigo ajudar alguém - ainda mais na área que eu mais gosto, relacionamentos. E isso é irônico, na situação em que eu me encontro - tendo que fazer DR. Mas eu consigo ver luz no final do túnel - que clichê. Eu devo ter uma bagagem que me possibilite sair da situação que eu estou de forma madura e justa, não sem sofrimento. 
  Acho que o mais difícil é ter que admitir que a pessoa que você gosta, não pode corresponder no momento o que você deseja. E é nessa hora que você ou abre mão da pessoa, ou abre mão do que você quer e se adapta a ela. Mas eu estou com uma filosofia de vida que o que eu desejo é mais importante, então acho que abrirei mão da pessoa - será que ele se adapta a isso?
    E o mais interessante de tudo, é que todas as áreas da minha vida - profissional, estudos, família, interior, amorosa, amizades - vão virar para o foco no relacionamento, até porque viver em sociedade e não pensar em se relacionar com o outro é impossível. E eu acho isso tudo tão lindo. Sou apaixonada pela relação, pelo outro, e por tudo que isso desencadeia. 
    Hoje eu consegui sentir essa paixão mais aflorada, em meio ao sofrimento e ao caos, o belo e o amor ainda existem, só basta parar para dar uma olhada. Será que eu sou uma pessoa romântica?





sexta-feira, 15 de junho de 2012

Cansada

   Ontem eu cheguei na terapia falando a frase da minha semana: "Estou cansada". E como esperado, sexta-feira, último dia dito como "útil" da semana, o cansaço é o triplo. 
   Cansada porque estou no final de semestre da faculdade. Faltam 16 dias para as férias e 3 trabalhos + 2 provas para fazer. Para completar eu fiquei doente - peguei gripe das minhas irmãs; a tpm está chegando e vivenciei uma frustração grande no dia dos namorados - isso que dá viver muito no futuro, em vez de curtir o aqui e agora, preciso aprender isso. 
      Frustrações do dia dos namorados a parte, meu dia foi ótimo. Almocei com a minha irmã em um restaurante chinês, que faz parte das lembranças da nossa infância. Depois voltamos para casa e descansamos um pouco. A tarde nós fomos em uma papelaria gastar dinheiro. Comprei caneta colorida, pasta, corretivo, durex, grampeador, papéis coloridos para fazer anotações e um caderno muito fofo - que já virou meu diário não virtual. E a noite nós saímos para jantar. Ou seja, o dia dos namorados, para mim, foi o dia da irmã, companheira para todas as horas.
    Concluindo o meu cansaço, hoje eu quase matei aula. Mas como uma boa aluna nerd/cdf, eu vim! Nesse exato momento estou assistindo colegas apresentando um trabalho de escolar (sorte que eu já apresentei). 
  Eu gostaria de falar aqui dá importância que a comunicação tem em uma relação. Depois do que eu vivenciei no dia dos namorados - sim, está relacionado com o meu ficante -, eu percebi, mais uma vez, como a sinceridade e a comunicação são elementos que para mim devem estar presentes em qualquer relação. Acho que foi o aprendizado mais precioso que eu tive durante os meus relacionamentos tanto com familiares, quanto com amigos e namorados, faz toda a diferença. 
  Para terminar o post de hoje - pedido pelo meu querido amigo Kenji - gostaria de falar que você sempre foi um amigo especial e importante para mim. Sempre está ao meu lado, nunca me julga e sempre me apoia. E saiba que eu também estarei aqui para você.
   O próximo post será sobre um livro que eu estou lendo chamado @mor do autor Daniel Glattauer. Um livro que de certa forma eu me identifiquei muito.
     

terça-feira, 12 de junho de 2012

Infeliz Dia Dos Namorados

  O que eu estou sentindo hoje é totalmente diferente do que eu estava sentindo ontem. Eu estava com esperanças de que iria ver o meu namorado à noite. Mas ele me falou que iria viajar para Salvador hoje de manhã, com a família (que isso esteja claro para amigos que vem colocar a pulga atrás da minha orelha).
    Agora eu estou aqui, me sentindo abandonada. E essa sensação de abandono me trás a revolta. Estou com raiva do mundo - sim, para eu não ter que sentir raiva dele por estar ausente, eu projeto a raiva no mundo. E em pensar que ontem eu estava no shopping, gastando R$ 120,00 de presente, e não vou poder entregar hoje - ele só volta na sexta-feira. Se eu soubesse disso, não teria comprado nada - estou com raiva, muita raiva.
   E para completar, eu ainda estou aqui na faculdade esperando para fazer prova, pelo menos vou me livrar de alguma coisa chata da minha vida. 
   Mesmo estando com raiva da minha situação, eu espero que o dia dos namorados - para quem tem - seja ótimo. Curtam por mim, eu vou curtir a minha irmã hoje.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Aquelas três palavras mágicas: eu te amo

  Hoje e todos os dias em que eu estou com ele, eu me pego me imaginando falando para ele aquelas três palavras mágicas: eu te amo. Mas eu nunca falo, eu me reprimo por medo, medo de ele não corresponder, medo de não ser o tempo certo, medo da reação dele. As palavras que saem da minha boca nessas horas são: eu te adoro. Eu concordo com essas palavras, mas elas não são mais o suficiente para representar o que eu sinto por ele.
  E me falaram hoje: "Você só deve falar eu te amo, se realmente estiver amando a pessoa". Mas vocês acham que só existe um tipo de amor? Vocês acham que existe o amor certo e o amor errado? Será que não é simplesmente o que cada um sente? Cada um não sente de uma forma diferente e única? E que uma mesma pessoa sente um amor diferente por cada pessoa que ela convive?
   Mas e ai? Existe um tempo e uma hora certa para expressar o amor que você sente por alguém? Talvez eu possa falar eu te amo para ele, mas falar sem esperar algo em trocar, falar apenas para tirar do meu peito esse sentimento que aperta quando não é expressado.  Não posso deixar ele ir embora sem antes eu poder mostrar o tanto que gosto dele. Não posso deixar ele ir embora sem ele saber que eu vou esperar ele voltar...mesmo eu tento que esperar nove meses para poder sentir ele de novo. 
    Eu concluo da seguinte forma. Todos os dias e todas as horas são as certas para falar eu te amo. Desde que esse falar seja para expressar o que a pessoa sente por outra, e não como uma chantagem para conseguir algo em troca - desde carinho, até a prender a pessoa para sempre. Falar, como um amigo meu diz "quando você não consegue mais guardar para si mesmo".
   Acho que esse tema surgiu para aquecer os corações...amanhã é o dia dos namorados! Espero conseguir passar com ele e que vocês passem com quem vocês amam *-*!


terça-feira, 5 de junho de 2012

Conversa

Ange xD diz:
Hoje eu entendi...
entendi porque eu não gosto de contar para ninguém
sobre namorado
Paulo diz:
porque?
Ange xD diz:
porque como a chance de dar certo é incerta...e a minhas expectativas são muito grandes, eu sempre me frusto!
Dai eu conto pra alguem como se fosse dar certo, e quando nao dá
eu me sinto na obrigação de contar que nao deu certo
e eu nao aguento mais isso!
ou seja, eu sofro mais de uma vez
Paulo diz:
Entendi!
É ruim msm
Ange xD diz:
Porque eu tenho que sofrer e ainda contar pra deus e o mundo
e ai eu vivo a dor mais de uma vez!
Paulo diz:
Calma você vai arrumar alguem mtoo especial pra você
Você é tão fofa!
Paulo diz:
Agora aproveita pra curtir!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ambivalência

  Vocês já estiveram em uma situação que existem sensações opostas, mas que andam juntas? Eu estou assim hoje. 
   O Rodrigo finalmente chegou em Brasília *-* e isso me deixa tão feliz - estar com ele. Ganhar carinho, dar carinho, ganhar beijos, carícias é tão bom! Mas eu descobri que as férias dele vão até dia 26/06. Ele vai ficar menor de um mês aqui comigo...ai entra a ambivalência.
   Eu estou curtindo ele o máximo que eu consigo, mas ao mesmo tempo tenho que me preparar para a ida dele. E enquanto eu faço a contagem para as minhas aulas acabarem - e fico feliz por isso -, eu quero que o tempo pare para estar com ele.
   E existe coisa melhor do que sair com ele no domingo, ficar com cheiro dele em mim e ficar a aula inteira lembrando e sonhando? Eu amo isso. Agora eu estou aqui, na aula, ouvindo a professora falar sobre a importância do brincar de faz de conta para uma criança, mas só consigo pensar nele - acho que estou apaixonada.
   Aqui eu posso concluir novamente, como eu havia concluído com um amigo meu, se as minhas fantasias e sonhos não existissem, eu não seria eu. Percebi que se eu pudesse, viveria nesse mundo de fantasias, sonhando e amando. Mas, infelizmente, a realidade existe e é ai que eu tenho que me tocar que semana que vem eu tenho prova, que eu tenho que fazer dois trabalhos que estão atrasados, e eu ainda tenho curso esse final de semana.
   Mudando de assunto, eu comecei a ler o quinto livro que a escritora Paula Pimenta publicou - Fazendo Meu Filme 4. Um livro de 603 páginas, com capítulos curtos. Nesse livro a personagem principal vai intercalando os capítulos, um com a situação atual dela e outro com o que ocorre durante os cinco anos da faculdade de Cinema. Infelizmente não posso falar muito sobre, estou sem tempo para ler. Mas depois eu faço um post só para o livro.
   Boa semana para vocês...quinta-feira é feriado xD~! 





quarta-feira, 16 de maio de 2012

Avengers

     Sexta-feira passada, dia 11/05/2012, às 18:30 eu fui ao cinema com um casal de amigos (sempre tem um engraçadinho que fala: "segurou vela foi?"). Compramos os ingressos 15h da tarde, porque esse filme, está fazendo um tremendo sucesso em vendas de bilheteria - pelo que eu reparei. Sempre que eu tentava assistir Os Vingadores, os ingressos estavam esgotados, mas dessa vez deu certo.
    Eu vou falar da minha opinião sobre o filme, como uma pessoa leiga que nunca leu HQ. Este é o típico filme que eu assistiria de novo.
     Primeiro, todos os atores são lindos, tanto homens quanto mulheres. Segundo, os efeitos em 3D me surpreenderam, porque eles realmente existem no filme - geralmente eu pago mais caro, para ver um filme através de um óculos que marca o meu nariz, e não tem nada de 3D. E em terceiro lugar, as piadas entre os vingadores me fizeram rir; ver a mudança no relacionamento deles, foi genial.
   Quanto a trilha sonora, eu achei ela perfeita; como esperado, eles usaram músicas que me fizeram sentir esperança, determinação, força; e quem não gosta de assistir pessoas bonitas, lutando contra seres estranhos para defender a Terra e ainda ter uma música que intensifique todos esses sentimentos? Eu gosto!
   Por fim, não senti que o filme como sendo longo, até porque eu fiquei muito envolvida na trama. O engraçado foi sair da sala do cinema, e ver aquela fila gigantesca esperando para entrar na próxima sessão e pessoas falando: "Não contem o final, por favor...nada de spoilers". Ok, eu admito...nessa hora o meu lado perverso quase me fez falar o que eles não queriam ouvir.
     Eu acho que vou assistir de novo, agora com a minha família que ainda não assistiu...se os ingressos não esgotarem. 

domingo, 13 de maio de 2012

Dia das mães

   Hoje, creio eu, é um dia muito especial para todas as pessoas que tem/tiveram a oportunidades de conhecer e conviver com as suas mães. 
   O meu dia começou muito engraçado. Lá estava eu, no meu décimo sono (maravilhoso por sinal, aquele sono pesado e profundo, sem sonhos), descansando minha mente, quando alguém abre a minha porta - eu sempre acordo quando alguém abre. 
      Quem era? A minha mãe, falando: "Hoje é dia das mães, e eu decidi que quero tomar café da manhã no Daniel Briand". Eu fiquei assustada, mas depois que ouvi a frase: dias das mães, eu fiquei de bom humor e disse: "Feliz dia das mães. Eu já preciso levantar agora?" Ela respondeu: "Sim, pode começar a ser arrumar".
     Eu me arrumei, em quanto escutava as minhas irmãzinhas reclamando de terem que colocar o casaco. Afinal, o dia estava muito frio e nublado, muitos considerariam um dia feio, mas eu, internamente, estava muito bem, feliz, e não consegui ver o dia como feio, apenas frio para ter que se usar uma roupa quentinha. 
     Nós chegamos na confeitaria francesa e pedimos o café da manhã. Como saiu no jornal a propaganda de que eles abririam cedo nos dias das mães, estava lotado e o atendimento demorou. Mas valeu muito a penas, os croissants e o capuccino estavam uma delícia. Comemos tanto, mas tanto que só fomos almoçar às 16h.
     Depois de tomar o café da manhã, nós fomos ao hospital ver a minha avó - está internada porque teve que fazer uma cirurgia, mas já deve voltar para casa amanhã. Foi ótimo ver que ela estava lúcida e bem, porém está sendo difícil para ela falar, devido a cirurgia (traqueostomia). E lógico que todos nós ficamos comovidos, afinal, era dia das mães e ter que ver a minha avó deitada em um leito de um hospital, não é nada agradável - agradeço todos os dias pela saúde da minha mãe.
      Nós voltamos para a casa e cada um teve o seu momento de individualidade do dia. Eu e a minha irmã fomos estudas, as pequenas dormiram e minha mãe ficou assistindo filme com o meu padrasto. Depois eu e minha irmã entregamos o presente dela junto com cartões.
      Assim, nós resolvemos fazer o almoço (eu e a minha irmã) às 15h. Almoçamos dois tipos de macarrão, com filé, coca-cola e direito a sobremesa. Voltamos para um para o seu canto - muito texto para ler hoje, e ainda não consegui terminar. 
     E agora, no final do dia, minha mãe entrou no meu quarto, me deu um abraço forte e disse: "Obrigada filha, por tudo". Quem não se apaixona assim, pela própria mãe?
      Feliz dia das mães!