quarta-feira, 24 de junho de 2020

W dia da quarentena

Ontem eu dormi achando que acordaria leve, como todas outras vezes, por saber o que aconteceria em seguida. Conversas que nos levavam a um denominador comum que geralmente nos fizesse continuar na mesma estrada. 
Hoje eu acordo ansiosa, com as mãos geladas, com o coração apertado, sem ar, entendendo que este lugar que escolhíamos ficar já não nos cabe mais e que precisamos sair dele. Para onde sair? Para onde ir? Me sinto refém das suas escolhas, na espera, mesmo sabendo que preciso fazer as minhas, por mim. 
Levantei da cama e estava quase certa de que sentiria o frio de Junho, o vazio da quarentena, o medo da pandemia, a fome do pão, a preguiça de alimentar aos animais...mas eu senti o calor do sol, a determinação da tarefa, o amor aos bichos...e o buraco que você deixou em mim. 

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