quarta-feira, 24 de junho de 2020

Escrita

Li para ela textos que fiz em 2012, tentativas de poemas que fiz em 2013, feridas abertas em formato de prosa de 2017 e o silêncio de rascunhos em 2018. 
Li para ela diversas versões de mim, abri minha alma e rasguei meu peito para mostrar meus pensamentos mais obscuros e melancólicos. 
Mostrei para ela a minha visão da morte, as minhas dores da saudade e a minha impermanência no mundo como ser errante.
Implorei para ela que ficasse pelo menos mais um pouquinho, com intuito de conseguir fazê-la sentir uma parte de mim.
E desejei que quando fosse levasse consigo um fragmento do meu eu...não para que fosse incorporado à ela, mas para que fosse cuidado como um pássaro frágil em sua mão e que a lembrasse sempre do pedaço que eu fui com ela. 

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