Bom dia para quem acordou cedo hoje e está no estágio. Pois é, cá estou eu, de férias da faculdade, mas ainda estagiando (nos dois estágios). É estranho estagiar em Dezembro, já que não tem nenhuma demanda e é tudo tão calmo que chega a me dar sono. É por isso que eu sempre trago algo para fazer como ler um livro.
Optei por terminar de ler um livro chamado Círculo Secreto 2 - tinha lido apenas 3 capítulos. E lendo o capítulo 09, eu vi uma frase que chamou a minha atenção: "Era uma ideia estranha, saber que você era má".
De certa forma, eu me identifiquei com essa frase. É estranho sim, conseguir observar e enxergar o seu lado má de ser, as suas malícias, suas vinganças e suas perversidades. Acho que tentamos evitar entrar em contato com essa parte do nosso ser, porque culturalmente falando é um tabu, é proibido e feio. A sociedade quer que mostremos o nosso lado bonzinho, aquele gentil, que ajuda os outros, que está sempre de bom humor e feliz. Mas e o resto? E as nossas tristezas, raivas, revoltas e indignações? Essas, a gente é obrigado a reprimir, a fingir que não existe.
Parando para pensar agora, a mídia acaba sendo um meio de comunicação que está constantemente nos lembrando que essas partes maldosas também existem e que são colocadas em prática pelos seres humanos. Mas, ao mesmo tempo, é como se fosse um instrumento de opressão para nos lembrar das sensação de asco, de indignação e de horror. Olhar aquelas notícias de mortes e atrocidades para lembrarmos de como o mundo e a vida são cruéis e de como temos que continuar sendo bonzinhos para a humanidade não ser extinta.
Na minha opinião, todos nós somos compostos pela lado "bom" e pelo lado "ruim", todos nós fazemos coisas certas e erradas ao longo da vida. Acho que não podemos negar essas coisas e devemos entrar em contato com elas, para tentarmos lidar de uma forma saudável. Mas também não defendo colocar essas coisas ditas "ruins" na prática, no concreto. Saber lidar com elas nas fantasias, nos sonhos que temos durante a noite, nos textos que escrevemos, nas formas como podemos colocar essas coisas para fora (atividade física, jogos eletrônicos, jogos de tabuleiro, conversas, cartas, entre outros) é o suficiente para entendermos porque fazemos o que fazemos e, assim, mudar o que nos gera sofrimento e que pode estar gerando sofrimento para o outro também.
É...acho que estar de férias pela metade, ainda não dá para descansar a minha mente. Sempre pensando e pensando.

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