sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Clube do Filme

     Vocês já repararam que existe um simples gesto que desarma e surpreende qualquer um, mas que poucas pessoas praticam? É só você falar: "Bom dia", para alguém que você nunca viu na vida, no meio da rua. Não sei vocês, mas eu acho isso brilhante. A expressão que as pessoas fazem gera, em mim, uma satisfação plena. 
     Deixando os comentários de lado, hoje eu vim falar sobre um livro: O Clube do Filme - terminei de ler ele ontem. Do ano passado para cá, eu fiquei cada vez mais viciada em cinema. Mas, sinceramente, eu não conheço nada da história do cinema, nem sobre atores, diretores, etc. Por mais que eu tenha vontade de estudar sobre, o que sempre me prende aos filmes é a história. 
      Então, como uma nova amadora de filmes, ganhei de presente de aniversário de um amigo, esse livro. Ele é pequeno, tem 232 páginas de história, uma página de anotações do revisor técnico e três folhas com uma listagem de filmes recomendados pelo autor do livro: David Gilmour. Eu pretendo assistir todos os filmes, mas dessa vez, eu vou baixar um por um e ir assistindo. Já aprendi que baixando um monte de uma vez só, gera preguiça e eu acabo não assistindo.
      O livro vai falar da história de um pai e um filho (verídico, o pai é o próprio autor) que moram juntos. O filho, adolescente, está indo mal na escola e o pai - eu também queria ter um pai desses - pergunta se ele quer desistir dos estudos. E assim, começa o clube do filme. Cada semana eles assistem pelo menos três filmes, e o livro vai alternando entre contar o que está acontecendo na vida dos dois, e falar um pouquinho da história de cada filme que eles assistiram. 
     Achei interessante ele ter misturado, porque ficar falando só da parte técnica dos filmes, iria ser monótono e tedioso. Ele foi dividindo os filmes em categorias, e ia mudando de categoria quando sentia necessidade de mostrar algo novo para o filho. Falando no filho, a forma como o autor o descreve, é linda. Você vê tamanha paixão e carinho que ele sente - até mesmo quando o adolescente faz besteiras. Mas, depois que eu terminei de ler, eu fiquei meio triste. Acho que foi a sensação do adeus.
     Outra coisa que eu me identifiquei muito, foi com o tema crescer/virar adulto que o livro aborda e também a forma como o autor escreve. Ele é rápido, ansioso, observador, apaixonado por tudo, intenso - pelo menos foi o que eu senti ao lê-lo. Acho que sou assim. 
   Recomendo o livro, mas se você é leigo que nem eu em relação a história do cinema, não vai achando que vai terminar de ler o livro e virar craque no assunto, até porque muitas coisas eu nem entendi, e outras eu tive que pesquisar.

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