sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O céu está em todo lugar

       Eu acordei agora, 06:30. Até que fazia muito tempo que eu não acordava cedo assim, e pensar que a partir do dia 27 acordarei todos os dias por volta desse horário, cogito a hipótese de que as férias não deveriam acabar. Além de acordar cedo, eu acordei com fome e com o nariz escorrendo - um saco. Você deve saber como é chato ter que ir ao banheiro a cada 5 minutos por conta do seu nariz.
       Poderia ser pior a minha situação. Ficar com o nariz assim é ruim, agora ter que fazer uma prova com ele nesse estado, seria muito pior, certo? Agora me digam, o que fazer essa hora na internet? Estou adicionando fotos novas no site We Heart It e lendo O céu está em todo lugar.
       Eu comentei com vocês sobre esse livro, é aquele que a letra impressa é azul, a capa dá a impressão de ser dura, mas é bem maleável; a página que indica o número do capítulo tem como fundo um céu; os capítulos são pequenos e durante o livro tem páginas imitando folhas amassadas com mensagens escritas nelas.
      O livro vai falar sobre a história da superação da morte de uma menina, na perspectiva de sua irmã mais nova. Durante a superação do acontecido, ela se apaixona e fica se culpando por conseguir sentir algo além da tristeza profunda. Podemos observar também uma forte perda de identidade após a morte de sua irmã. A personagem principal me parece perdida, a procura de si mesma, ainda não conseguiu descobrir o belo - mas tem homens que perceberam.
       Quando eu comentei para algumas pessoas que estava lendo esse livro, elas me perguntaram: "Que triste esse livro, como você consegue ler?". Mas a morte é a coisa mais certa sobre a vida, e ler um livro de como as pessoas tentam encarar essa realidade me fascina.
        Achei bonitinho um trecho, aonde a personagem principal começa a mostrar algum sentimento positivo, e mesmo assim, esse momento é seguido de culpa (um sentimento que ela sente com frequência). Trecho:
      "...Puxa-me para mais perto dele e alguma coisa começa a inflar dentro de mim, algo que se parece bastante com alegria. Tento ignorar a voz insistente dentro de mim: como você ousa, Lennie? Como você ousa se sentir tão feliz assim tão rápido?".
     As vezes eu me pego pensando: "Como será que eu iria reagir perante a morte de um ente querido?". Não faço a mínima ideia. As mortes que eu presenciei até hoje, não eram de pessoas próximas o suficiente para eu sentir tanta falta. Só espero conseguir viver mais intensamente cada dia, por afinal, eu ainda estou viva.

BookTrailer: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=IvOZWiUSb0c

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