Ano de muita reflexão, luta contra impulsos, amadurecimento, dores, perdas. Era isso que imaginei carregar quando chegasse no Natal, que faria uma retrospectiva onde perceberia ter recuperado minha força interior para gerar mudanças significativas na minha vida.
Mas se eu dizer que é só isso, estaria mentindo. Também tive experiências egoístas incríveis, aventuras, conheci diversas pessoas e depois desse rito de passagem cheio de descobertas, me senti vazia. Foi quando comecei a sentir que quanto mais você corre atrás de si mesmo, mais você lida com suas faltas.
E poder encarar elas me deixou mais forte para me abrir de novo ao mundo. Então hoje eu acordo apaixonada...por uma menina incrível! Quem diria em? Me entregar afetivamente para alguém foi a maior novidade de 2017.
Um belo dia você resolve sair com alguém, pensando em curtir uma noite e, quando menos espera, seu desejo é passar as 24 horas do dia com ela. E nesse momento me resgatei. Lembrei que posso ser carinhosa, amorosa, atenciosa, romântica. Que posso me permitir amar e ser amada por uma pessoa do mesmo sexo. Que eu posso me entregar de corpo e alma sem medo de me machucar, porque sofrer também faz parte de sentir-se vivo.
Você já faz parte de mim a partir do momento em que te deixei entrar e como é doloroso quando resolve se descolar. Odeio quando precisa ir embora, dar atenção para amigos e família, se desconecta virtualmente para navegar na internet ou jogar e deixa de ser o útero no qual eu gostaria de estar.
Mas junto com isso eu amo a percepção de independência, liberdade, vida pós encontros, compreensão e carinho. Com você, não existe mais a palavra cerceamento e prisão no meu vocabulário, apenas respirações lentas e profundas...paz.
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